<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433</id><updated>2011-04-21T15:55:37.206-03:00</updated><title type='text'>Migalhas</title><subtitle type='html'>Tudo um pouco. Conversas sobre a vida, teologia e filosofia. Como diria Kierkegaard, simples migalhas filosóficas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>144</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-111627590987104001</id><published>2005-05-16T17:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-27T14:45:27.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MUDANDO DE NOVO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus caros. Depois de mais de um ano, e mais de seis mil visitas, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Migalhas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;está mudando de casa. O nosso novo e definitivo endereço é &lt;a href="http://migalhas.net/"&gt;http://migalhas.net&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Migalhas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;passará a a ter categorias novas e - este Migalheiro espera! - artigos diários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, que &lt;a href="http://migalhas.net/"&gt;aqui &lt;/a&gt;estamos, por vós esperamos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-111627590987104001?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/111627590987104001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/111627590987104001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_05_01_archive.html#111627590987104001' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-111106526088083774</id><published>2005-03-17T10:10:00.000-03:00</published><updated>2005-03-17T10:14:20.883-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HISTORIETA II&lt;/strong&gt;. Eles se amavam. Por cartas. Lá, entre a tinta e o papel, é que se encontravam. Se encontravam em potência, e desejavam em ato.&lt;br /&gt;Ana era letra redonda. Suspirava poesias numa caligrafia desenhada. Passeava os olhos entre a escrivaninha e a janela, como que a esperar. Não sabia bem o quê, se o carteiro ou o amado. Mas passeava os olhos, como que a esperar.&lt;br /&gt;Tomé era letra inclinada. Inclinada e comprida. Parecia querer chegar antes. Enquanto escrevia, era só mão e pena. Acentos e cedilhas eram alvo de volúpia, como um beijo inesperado. Não sabia bem quem lhe despertava a paixão, se o perfume da carta ou o odor da tinta. Mas devotava volúpia, como um beijo inesperado.&lt;br /&gt;Assim foram dias, meses. Ano e meio. E as cartas contavam o tempo. Com rigor e método. Uns dias, desejo; outros, canção. Uns dias, Ana era a um só tempo tanto rubor e quentura que sua mãe corria para a vila a chamar o médico. Outros dias, Tomé era tanto riso frouxo que seu pai o julgava amalucado. E as cartas contavam o tempo. Estações. Cartas quentes, frias, secas, encharcadas.&lt;br /&gt;Num dia, feriado nos correios, decidiram se encontrar. Seriam Tomé e Ana, Ana e Tomé. Seriam mais que abecedários amantes. E, para mútua surpresa, as próximas cartas denunciavam o desejo que ambos tiveram no mesmo dia. Feriado nos correios.&lt;br /&gt;Durante dois meses exatos, nem mais e nem menos, planejaram à exaustão. Tomé era texto em prosa, quase lógico. Cabia-lhe os detalhes, o local, o dia, a hora, e até mesmo as palavras. Ana era verso puro, alexandrino. Vaticinava os suspiros, as mãos dadas, olhos apaixonados, e o beijo. Sim, o beijo.&lt;br /&gt;No domingo de Pentecostes, manhã cedinho, Ana saiu de casa e Tomé chegou à estação. Foram em direção da Igreja. Seus corações, faces e sangue, vermelhos como os paramentos do ambão e do altar. Subiram à fila para a comunhão. Ana à frente, Tomé atrás. Comeram o corpo de Cristo e pensaram. Pensaram que aquilo era a celebração da saudade. Pensaram que a saudade só nasce da ausência. Comeram o corpo de Cristo e sentaram.&lt;br /&gt;Depois do Aleluia, saíram pela mesma porta. Ana viu, mas fez que não viu. Tomé fez que não viu, mas viu. O floricultor ensaiou uma saudação e Ana parou, aspirando até encher os pulmões de rosa. O jornaleiro gritou e Tomé parou, lendo as manchetes mais rápido do que poderia. Alguns minutos passados e alguns trocados a menos, Ana e Tomé, Tomé e Ana, voltaram para suas casas.&lt;br /&gt;Já na terça-feira, houve trabalho para o correio. Desta vez, Ana é quem foi volúpia, letra nua e ardente. Desta vez, foi Tomé a poesia, letra bela e lírica. E, assim, viveram suas vidas, em íntima comunhão. Fizeram de suas escrivaninhas verdadeiros altares eucarísticos. Celebraram a ausência e a saudade. E se amaram perdidamente entre os lençóis de suas cartas. Pois era assim que se amavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-111106526088083774?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/111106526088083774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/111106526088083774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111106526088083774' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110989604193038140</id><published>2005-03-03T21:25:00.000-03:00</published><updated>2005-03-03T21:27:21.930-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOBRE COMO UM DIA INTEIRO DE CHUVA LHE TIRA O ÂNIMO DE QUALQUER COISA&lt;/strong&gt;. É isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110989604193038140?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110989604193038140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110989604193038140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#110989604193038140' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110968706985506220</id><published>2005-03-01T11:20:00.000-03:00</published><updated>2005-03-01T11:24:29.860-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BARÃO DA RALÉ&lt;/strong&gt;. É curioso como os fundamentalistas podem estar em qualquer lugar e ser de qualquer tipo. Realmente, mais que uma classificação religiosa, o fundamentalismo se mostra a cada dia como uma verdadeira tipologia da condição humana. Agora, o problema é na &lt;a href="http://www.ieab.org.br/"&gt;Igreja Episcopal Anglicana do Brasil&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;É sabido que os anglicanos do mundo todo estão em discussão desde que a Igreja Episcopal dos EUA consagrou Gene Robinson como bispo da Diocese de New Hampshire. &lt;a href="http://www.nhepiscopal.org/html/bishop.html"&gt;D. Gene Robinson &lt;/a&gt;é homossexual assumido, vivendo um relacionamento estável com seu parceiro há anos. Em virtude disto, a comunhão anglicana internacional tem discutido a possibilidade de compatibilidade da orientação homossexual com a vocação ministerial. Diga-se de passagem, a última conferência dos bispos primazes anglicanos recomendou a suspensão por dois anos da Igreja estadunidense e da Igreja canadense por causa da questão.&lt;br /&gt;No Brasil, a liderança da IEAB comunga da idéia de inclusividade total, abrindo espaço para que os homossexuais vivam sua orientação sexual de forma completa. A &lt;a href="http://www.dar.org.br"&gt;Diocese do Recife&lt;/a&gt;, no entanto, na voz de seu bispo, Dom Robinson Cavalcanti, não adota o mesmo discurso. Para D. Robinson, o cristianismo baseia sua fé e prática primariamente nas Escrituras Sagradas, e estas apresentam a heterossexualidade como paradigma de ética sexual (o que não justifica, é claro, o preconceito e discriminação contra os homossexuais).&lt;br /&gt;Até aí, tudo bem. Pluralidade de idéias deve sempre encontrar seu espaço na Igreja de Cristo. Não é isto, no entanto, o que pensa Dom Orlando Santos de Oliveira. Tomando por justificativa o fato de que D. Robinson manifesta-se contrariamente à atual liderança da IEAB, D. Orlando promulgou um decreto episcopal afastando o bispo da diocese recifense, acusando-o de insubmissão.&lt;br /&gt;É assim: quando o outro concorda conosco e nós discordamos de um terceiro, nossa opinião é simplesmente um novo ponto de vista; agora, quando o outro discorda de nós, e nós somos superiores a ele, a sua opinião é insubmissão... Creio que é o primeiro caso em que uma Igreja liberal afasta um bispo conservador. Geralmente, é o contrário. Afinal de contas, os liberais costumam ser tolerantes...&lt;br /&gt;D. Orlando está agindo como malandro. Acusa de insubmissão a voz destoante para se livrar de uma opinião distinta da sua. Ele só se esquece que, fazendo isso, se iguala a todos a quem quer combater, aos que não respeitam o pensamento alheio, aos que não cultivam o necessário ambiente de liberdade de opinião. Iguala-se à ralé. É certo. Como diria Chico Buarque, o malandro é o barão da ralé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110968706985506220?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110968706985506220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110968706985506220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#110968706985506220' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110899219717465615</id><published>2005-02-21T10:20:00.000-03:00</published><updated>2005-02-21T10:23:17.176-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PÚBLICO E PRIVADO&lt;/strong&gt;. Na última semana, assisti a um documentário interessante. Tratava do comércio de roupas de segunda mão na Zâmbia. As roupas que vêm da América do Norte e da Europa como doação acabam sendo vendidas no país. Se, de um lado, movimentam a economia local, de outro, levaram a indústria têxtil à falência.&lt;br /&gt;O que me chamou a atenção foi a declaração de um empresário local sobre o processo de colonialismo no leste africano. Segundo ele, a Zâmbia não foi simplesmente tutelada por políticos britânicos, mas, sim, por empresas britânicas. O que houve ali, foi uma clara confusão entre o público e o privado.&lt;br /&gt;Este fenômeno tem acontecido na política internacional há muito tempo, em especial no século XX. Toda a intervenção estadunidense no Iraque, por exemplo, revela não apenas preocupação com questões de Estado, mas, também, claros interesses econômicos. Não é à toa que, ao mesmo tempo em que suas tropas chegavam ao solo iraquiano, representantes de suas empresas faziam o mesmo.&lt;br /&gt;Entretanto, apesar desta confusão de esferas ter sido pontual entre as grandes nações no último século, aqui no Brasil ela é uma endemia. Desde a União até os municípios, os políticos brasileiros misturam seus interesses particulares com os interesses do cargo de uma forma tão notória que surgem dúvidas na hora de escolher o adjetivo: não se sabe se são ingênuos ou caras-de-pau mesmo.&lt;br /&gt;Esta relação íntima entre o público e o privado já é quase que uma instituição brasileira. Suas raízes, talvez, estejam ligadas ao próprio processo de colonização do país. Com o regime de capitanias hereditárias, adotado por d. João III a partir de 1534, o país foi fatiado e entregue a governadores-exploradores. Os donatários eram, ao mesmo tempo, representantes do poder público da coroa portuguesa, cabendo-lhes organizar a defesa, as finanças e a justiça, e grandes exploradores privados, que receberam, pelas graças do rei, um vasto latifúndio com o qual podiam lucrar grandes somas e que, tal qual uma propriedade particular, seria transmitido à sua descendência.&lt;br /&gt;De lá para cá, mudaram as formas, mas o princípio continua o mesmo. É desolador pensar que não se muda de uma hora para outra uma cultura política de cinco séculos. No entanto, é uma missão da qual não podemos escapar se queremos um país sério. Se é que o queremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110899219717465615?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110899219717465615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110899219717465615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110899219717465615' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110873905209816889</id><published>2005-02-18T13:03:00.000-02:00</published><updated>2005-02-18T13:04:12.100-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;F. DOSTOIÉVSKI II&lt;/strong&gt;. “Eu desdenho a harmonia, por amor à humanidade. Prefiro ficar com os meus sofrimentos não resgatados e a minha indignação, ainda que eu não tenha razão. Deram a esta harmonia um preço muito elevado, é muito cara a entrada. Por isto, apresso-me a devolver o bilhete. Como homem honesto, tenho a obrigação de devolvê-lo o quanto antes. É justamente o que faço. Não me recuso a admitir Deus, mas apenas lhe devolvo respeitosamente o bilhete.” (&lt;em&gt;Ivan Fiodorovitch Karamazov, &lt;/em&gt;em &lt;em&gt;Os Irmãos Karamazov&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110873905209816889?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110873905209816889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110873905209816889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110873905209816889' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110873783345424619</id><published>2005-02-18T12:42:00.000-02:00</published><updated>2005-02-18T12:43:53.456-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;F. DOSTOIÉVSKI&lt;/strong&gt;. “Lá no mosteiro, os monges provavelmente supõem que o inferno tem um teto. Quanto a mim, estou disposto a acreditar no inferno, mas não posso admitir o teto. Assim, o inferno parece mais delicado, mais moderno, como entre os protestantes.” (&lt;em&gt;Fiódor Pávlovitch Karamazov,&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;Os Irmãos Karamazov&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110873783345424619?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110873783345424619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110873783345424619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110873783345424619' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110743379456962561</id><published>2005-02-03T10:24:00.000-02:00</published><updated>2005-02-03T10:29:54.570-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DO &lt;em&gt;FRONT&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Lembro-me do riso no canto da boca. O riso dos vencedores. Era assim todo dia de manhã, ao chegar na escola, principalmente às segundas-feiras. Quando sacava de minha mochila as folhas rosadas do Jornal dos Sports, todos já sabiam o que lhes esperava. Não restava pedra sobre pedra sob os corações aflitos dos que não torciam para o time de Leandro, Júnior, Adílio, Andrade e - sobretudo - o mestre Zico. Isto para não falar dos mais jovens - evoé, jovens à vista! - como Aldair, Bebeto e o importado Renato Gaúcho. Por que raios o Altíssimo me permitiu conhecer e amar o Flamengo nos anos 80, quando ele reinava soberano? Por que me dotou desta inevitável arrogância dos que têm o mundo a seus pés? E por quais razões me faz chafurdar (sem o deleite suíno, o que é pior!) há dez anos neste mar de lama? Nem espero mais o Fla-Flu. Ontem já me bastou. Olaria, Cabofriense, Americano. Desolador cenário de guerra. O horror, o horror!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110743379456962561?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110743379456962561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110743379456962561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110743379456962561' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110682918247262020</id><published>2005-01-27T10:32:00.000-02:00</published><updated>2005-01-27T10:33:02.473-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SEPULTAR O FILHO&lt;/strong&gt;. Na semana passada, oficiei um sepultamento. Era uma criança, apenas seis anos. Sabe-se lá qual a carga emocional de um lugar comum, mas é certo que pais não nasceram para enterrar seus filhos. Por que tanto sofrimento? Carpideiras descendo a ladeira do cemitério. Corpo descendo ao túmulo. Dor descendo ao mais profundo recôndito humano. E eu lá, trazendo palavras de esperança. Esperando contra a esperança. Há algo de muito estranho no universo quando uma mãe tem de sepultar a filha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110682918247262020?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110682918247262020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110682918247262020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110682918247262020' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110682912245856643</id><published>2005-01-27T10:31:00.000-02:00</published><updated>2005-01-27T10:32:02.460-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;VOLTANDO&lt;/strong&gt;. Retornei de férias. Ao trabalho!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110682912245856643?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110682912245856643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110682912245856643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110682912245856643' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110502777582738755</id><published>2005-01-06T14:05:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:12:33.846-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DIA DE REIS&lt;/strong&gt;. É tempo de ouvir histórias sobre Gaspar, Baltazar e Belchior, os reis magos que chegam para visitar o menino Deus. Uma das festas mais bonitas do ano cristão, a Epifania é o Natal dos ortodoxos gregos. Para nós, latinos, é o dia de Reis. Dia de receber os trovadores em casa, de ouvir cantigas de outrora, de ver o colorido das vestes. Dia de admirar a bandeira do divino, o estandarte dos reis. Carlinhos Veiga, grande poeta e músico de Goiânia, captou o espírito dos três magos em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Santa Folia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. “&lt;em&gt;Esses homens eram mais do que simples mortais / Reis poderosos, mestres da ciência / Buscando respostas pra os próprios dilemas / No encalço da estrela.&lt;/em&gt;” Para ouvir a canção, basta clicar &lt;a href="http://revchristian.sites.uol.com.br/Santafolia.mp3"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;(com o botão direito, para salvar em algum diretório). Para saber mais sobre o CD &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mata do Tumbá&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, clique &lt;strong&gt;&lt;a href="http://mpbcrente.blogger.com.br/2004_10_01_archive.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110502777582738755?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110502777582738755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110502777582738755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110502777582738755' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110502752355176769</id><published>2005-01-06T14:04:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T14:05:23.553-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BANDEIRA DO DIVINO&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os devotos do Divino vão abrir sua morada&lt;br /&gt;Pra bandeira do menino ser bem-vinda, ser louvada, ai, ai&lt;br /&gt;Deus nos salve esse devoto pela esmola em vosso nome&lt;br /&gt;Dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome, ai, ai&lt;br /&gt;A bandeira acredita que a semente seja tanta&lt;br /&gt;Que essa mesa seja farta, que essa casa seja santa, ai, ai&lt;br /&gt;Que o perdão seja sagrado, que a fé seja infinita&lt;br /&gt;Que o homem seja livre, que a justiça sobreviva, ai, ai&lt;br /&gt;Assim como os três reis magos que seguiram a estrela guia&lt;br /&gt;A bandeira segue em frente atrás de melhores dias&lt;br /&gt;No estandarte vai escrito que ele voltará de novo&lt;br /&gt;E o rei será bendito, ele nascerá do povo, ai, ai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Ivan Lins e Vitor Martins&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110502752355176769?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110502752355176769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110502752355176769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110502752355176769' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110427421963202602</id><published>2004-12-28T20:43:00.000-02:00</published><updated>2004-12-28T20:50:19.633-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;GENTE QUE SE ACHA&lt;/strong&gt;. Uma personagem anônima, em um comentário ao &lt;a href="http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_migalhasaovento_archive.html#110389286926686358"&gt;&lt;em&gt;penúltimo post&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, acusou-me de ser uma pessoa que se acha. Resta saber o que é alguém que se acha, a fim de que eu possa dormir tranqüilo, seja com um elogio ou um vitupério.&lt;br /&gt;Creio que minha esposa diria ser eu alguém que se acha. Ela vive dizendo que tenho o perfil intelectualóide, de quem se deleita discutindo pelo simples prazer de discutir. Se isto é achar-se, então a personagem anônima está certa: eu me acho. Creio, no entanto, que o objetivo da crítica em reticências é mais do que qualificar-me. O problema, segundo ela, é que faço “&lt;em&gt;questão de mostrar certa superioridade&lt;/em&gt;”, além de fazer “&lt;em&gt;uns comentários com uma nítida falsa modéstia&lt;/em&gt;”. Hummm. Acho que preciso explicar a que veio este sítio.&lt;br /&gt;Quando pensei em Migalhas ao Vento, pensei em um veículo de expressão. Um lugar onde pudesse publicar o que escrevo. Sonho-me escritor, e todo aquele que escreve se acha um pouco, creio eu. Não há escritor sem público, ainda que seja ele mesmo seu público, e sua arte, onanismo literário. Pensei, também, em um veículo de impressões. Um lugar onde pudesse ler como as pessoas se acham a partir do que escrevo. Acho que tenho conseguido.&lt;br /&gt;Escrevo de maneira razoável, e nisto não há falsa modéstia. No entanto, há muitos que escrevem tanto ou melhor. Basta que se veja o versado Elton e sua &lt;strong&gt;&lt;a href="http://eltonpinheiro.blogspot.com/"&gt;Polifonia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, o angustiado John e seu &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.merocristianismo.blogger.com.br/"&gt;Mero Cristianismo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, o sensível Ken e seu &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.soundsays.blogger.com.br/"&gt;O Som Fala&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, e o mestre Francisco e seu &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.aviz.blogspot.com/"&gt;Aviz&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, que foi quem primeiro me mostrou ser possível fazer arte em blog. E tantos outros. Acham-se estes tais? Talvez sim. Se não se acham, achamo-los nós. Achamo-los artistas.&lt;br /&gt;Se o problema é reconhecer que a personagem anônima está certa, então não há problema. Eu me acho, ela se acha, achamo-nos todos. E chega de textos justificativos. Migalhas ao Vento nasceu para ser mesa de bar, e não consultório psicanalítico.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110427421963202602?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110427421963202602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110427421963202602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110427421963202602' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110408516098567270</id><published>2004-12-26T16:18:00.000-02:00</published><updated>2004-12-26T16:19:20.986-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CANTO DE NATAL&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança que dorme&lt;br /&gt;é tua e também minha.&lt;br /&gt;Junto dela a grande noite&lt;br /&gt;se apaga, e se avizinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a madrugada santa,&lt;br /&gt;com seus rumores castos...&lt;br /&gt;E a Criança repousa,&lt;br /&gt;e a Criança se esquece,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto que no espaço&lt;br /&gt;e no tempo se tece&lt;br /&gt;a coroa de espinhos,&lt;br /&gt;como um luar de sangue&lt;br /&gt;sobre os altos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Alphonsus de Guimaraens Filho, O Unigênito, 1946/1947&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110408516098567270?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110408516098567270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110408516098567270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110408516098567270' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110389286926686358</id><published>2004-12-24T10:53:00.000-02:00</published><updated>2004-12-24T10:54:29.266-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TARDE COM BRUNO&lt;/strong&gt;. Amizades constróem-se ao redor da mesa, alimentam-se de &lt;em&gt;kassler&lt;/em&gt;, são adoçadas em &lt;em&gt;strudel&lt;/em&gt; e resultam em hálito de gim. É o que se pode dizer da tarde gostosa de ontem com Bruno Linhares, passando uns dias no Brasil, livre - ainda que por pouco - da escravidão do doutorado. Como sempre, atiçou-me a expectativa de ir para Princeton. Acho que, desta vez, vai. Ou melhor, vou.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110389286926686358?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110389286926686358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110389286926686358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110389286926686358' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110371619042473608</id><published>2004-12-22T09:45:00.000-02:00</published><updated>2004-12-22T09:49:50.423-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PEQUENAS RAPOSAS&lt;/strong&gt;. Uma das críticas que se fazia ao modo de produção socialista era a de que ele implicava numa padronização cultural. Uma sociedade igualitária por definição acabaria por levar a uma mesmice sem-graça, onde todos os modelos – arquitetônicos, literários, artísticos, enfim – seriam semelhantes. A história provou que, por mais que tais regimes tentassem desumanizar o ser humano, tal fato nunca ocorreu. Curioso, porém, é que, se é verdade que havia (ou há) diversidade entre os países socialistas, o mesmo não se pode dizer totalmente do capitalismo globalizado. Como dizia o Trio Rio (alguém lembra disso?), o som mágico da grande cidade está em qualquer lugar, seja New York, Rio ou Tokyo. Tudo igual.&lt;br /&gt;Sem ter esta pretensão, a famosa peça de Lillian Hellman, &lt;em&gt;As Pequenas Raposas&lt;/em&gt;, chama-nos a atenção para isso. Assisti ao espetáculo com Silvânia, há alguns meses. Produção cuidadosa e caríssima. Elenco estelar (Beatriz Segall, o mestre Sérgio Britto, Joana Fomm e outros bam-bam-bans). Tudo em respeito ao texto de Hellman, que merece. Trata-se das escaramuças dos irmãos Hubbard, família sulista dos EUA que enriqueceu às custas dos pobres e negros na plantação de algodão e, agora, precisa de dinheiro para produzir em escala industrial, como requer o novo mundo do início do século XX. Laços familiares, valores religiosos, o mínimo resquício moral, tudo é deixado para trás quando se trata de acumular o combustível deste admirável mundo do capital. Hellman e seu esposo Dashiell Hammett eram especialistas nesta crítica ácida ao capitalismo. Tanto que foram perseguidos pelo macarthismo dos anos 50 (Hammett chegou a ficar seis meses presos sob a acusação de ser “pró-comunismo”).&lt;br /&gt;Seja o sul dos EUA, seja New York, Rio ou Tokyo, seja o início do século XX, seja o XXI, o capitalismo produz as mesmas idiossincrasias. Os adoradores de Mamom fazem de seu culto a religião mais bem sucedida dos últimos séculos. Para a desgraça de sábios como Olavo de Carvalho, o capitalismo – a exemplo do que deveria fazer seu filho feio, o socialismo – produz sempre o mesmo retrato. Bateu fome? Vire à esquerda, entre em um McDonald´s e coroe tudo com uma Coca gelada. Onde estiver. New York, Rio, Tokyo. Não precisa chamar-se Hubbard para ser um Hubbard: o espírito da família permeia todos os sonhos do capital. São as palavras do irmão Ben, personagem importante da peça de Hellman. &lt;em&gt;"Há centenas de Hubbards sentados em salas como esta em todo o país. Não se chamam Hubbard, mas são todos Hubbards. Eles vão mandar e conduzir o país algum dia. E nós iremos com eles."&lt;/em&gt; Alguém pensou em Bush?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110371619042473608?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110371619042473608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110371619042473608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110371619042473608' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110371438682226618</id><published>2004-12-22T09:17:00.000-02:00</published><updated>2004-12-22T09:19:46.823-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PROMESSAS&lt;/strong&gt;. Aproveitando o clima de final de ano, faço promessas. Prometo voltar a postar diariamente. Prometo responder aos comentários, como exigiu a Carmen. Prometo cuidar bem dos leitores que tão bem têm cuidado deste Migalheiro. E prometo tentar cumprir estas promessas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110371438682226618?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110371438682226618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110371438682226618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110371438682226618' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110305394871378417</id><published>2004-12-14T17:49:00.000-02:00</published><updated>2004-12-14T17:56:20.826-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OUTRO DIA&lt;/strong&gt;. O pai volta do hospital contando piada. A sobrinha, de oito meses, vem visitar o tio. A Sil entra de férias, um merecido descanso. O Flamengo depende apenas de si mesmo para fugir da série B. Nada como um dia após o outro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110305394871378417?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110305394871378417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110305394871378417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110305394871378417' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110272292130892566</id><published>2004-12-10T21:54:00.000-02:00</published><updated>2004-12-10T21:55:21.306-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DIA DAQUELES&lt;/strong&gt;. O irmão viaja para um período de dois anos do centro da Amazônia. O pai é internado num hospital, com diverticulite. A mãe faz aniversário em meio a esta balbúrdia. É um dia daqueles.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110272292130892566?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110272292130892566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110272292130892566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110272292130892566' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110147720862932470</id><published>2004-11-26T11:51:00.000-02:00</published><updated>2004-11-26T11:55:04.403-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RUBEM ALVES&lt;/strong&gt;. Ontem foi o relançamento do clássico &lt;em&gt;Dogmatismo e Tolerância&lt;/em&gt;, de &lt;a href="http://www.rubemalves.com.br"&gt;Rubem Alves&lt;/a&gt;, aqui no Instituto Bennet, no Rio. A palestra de Rubem, como sempre, foi uma delícia. Suas palavras parecem os personagens de suas histórias. Às vezes, são palavras-pássaros, outras, palavras-riachos, ou ainda, palavras-ipês. São palavras vivas, que não se deixam engaiolar. O melhor, no entanto, aconteceu depois. Saímos para celebrar o sucesso da noite na Taberna da Glória. É incrível a vitalidade de Rubem, aos setenta e um. Enquanto conversávamos, pensava em toda a pujança de seus textos que tanto influenciaram minha formação teológica. Ainda que com nítidas variações de percurso, lá estava o mesmo Rubem e o mesmo entusiasmo. Conversamos sobre educação, fazendas, o estatuto científico da psicanálise e do marxismo, as idiossincrasias dos casamentos, o dogmatismo quase eclesiástico dos lacanianos, poesia, música, Popper, pianos, filhos, e piadas, muitas piadas. &lt;em&gt;Tempus fugit&lt;/em&gt;, é verdade. Mas que se pode segurar o tempo, ainda que por um átimo de riso, ah, isso se pode! A noite de ontem foi isto. Átimo de riso, lusco-fusco, suspenso no éter.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110147720862932470?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110147720862932470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110147720862932470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110147720862932470' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110139186749293615</id><published>2004-11-25T13:07:00.000-02:00</published><updated>2004-11-25T12:11:07.493-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HOW TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB&lt;/strong&gt;. O novo álbum do &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt; é um dos melhores dos últimos tempos (pelo menos, desde &lt;em&gt;Achtung Baby&lt;/em&gt;). A guitarra de The Edge continua em seu rumo, ora suave, ora cortante. A característica cozinha de Larry Mullen e Adam Clayton continua definindo um estilo paradoxalmente previsível e novo. A voz de Bono continua amanhecendo emoções, raiva, amor, furor, alegria. As letras continuam belíssimas. Na modesta opinião deste Migalheiro, U2 é uma das poucas bandas que conseguem ser engajadas sem soar panfletárias. E olha que lá se vão mais de 20 anos.&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia, apresento uma tradução livre da bela canção &lt;em&gt;Yahweh&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"YAHWEH (U2). Tome estes sapatos / Fazendo barulho ao final de alguma rua morta / Tome estes sapatos / E faça-os caber / Tome esta camisa / De poliéster-lixo branco feita em lugar nenhum / Tome esta camisa / E faça-a limpa, limpa / Tome esta alma / Encalhada em alguns ossos e pele / Tome esta alma / E faça-a cantar // Yahweh, Yahweh / Sempre há dor antes que uma criança nasça / Yahweh, Yahweh / Eu ainda estou esperando o amanhecer // Tome estas mãos / Ensine-as o que carregar / Tome estas mãos / Não cerre os punhos / Tome esta boca / Tão rápida para criticar / Tome esta boca / E beije-a // Yahweh, Yahweh / Sempre há dor antes que uma criança nasça / Yahweh, Yahweh / Eu ainda estou esperando o amanhecer // Ainda esperando o amanhecer, o sol está surgindo / O sol está surgindo sobre o oceano / Este amor é como uma gota no oceano / Este amor é como uma gota no oceano // Yahweh, Yahweh / Sempre há dor antes que uma criança nasça / Yahweh, diga-me agora / Por que a escuridão antes do amanhecer? // Tome esta cidade / Uma cidade que deveria brilhar sobre o monte / Tome esta cidade / Se este for o seu desejo / O que nenhum homem pode possuir, nenhum homem pode tomar / Tome este coração / Tome este coração / Tome este coração / E faça-o se partir"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110139186749293615?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110139186749293615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110139186749293615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110139186749293615' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110080433996613990</id><published>2004-11-18T16:57:00.000-02:00</published><updated>2004-11-18T17:00:19.300-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;KARL BARTH IV&lt;/strong&gt;. "Deus pode falar a nós por meio do comunismo russo, um concerto de flauta, um arbusto florescendo, ou um cachorro morto. Fazemos bem em ouvi-lO se Ele realmente o faz."  (&lt;em&gt;Dogmática Eclesiástica I.2&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110080433996613990?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110080433996613990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110080433996613990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110080433996613990' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110019518856461511</id><published>2004-11-11T15:45:00.000-02:00</published><updated>2004-11-11T15:47:47.396-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MARTINHO LUTERO&lt;/strong&gt;. "Nós devemos pregar a Palavra, mas os resultados devem ser deixados sob a boa vontade de Deus... Eu me opus às indulgências e todos os papistas, mas nunca por meio da força. Simplesmente ensinei, preguei e escrevi sobre a Palavra de Deus; outra coisa não fiz. E enquanto eu dormia ou bebia a cerveja de Wittenberg junto de meus amigos Philipe e Amsdorf, a Palavra enfraquecia o papado de forma tão grandiosa que nenhum príncipe ou imperador conseguiu infligir-lhes tantas derrotas. Eu nada fiz: a Palavra fez tudo." (&lt;em&gt;LW 51.77&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110019518856461511?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110019518856461511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110019518856461511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110019518856461511' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-110008978101720684</id><published>2004-11-10T10:25:00.000-02:00</published><updated>2004-11-10T10:29:41.016-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;POESIA&lt;/strong&gt;. Uma das coisas interessantes de se fazer poesia é a possibilidade de experimentar. Como diria o amigo Fred, brincar com palavras boas. Pois bem, encontrei mais uma poesia adolescente, em que eu brincava com estilos literários. Divido meus dezessete anos com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PRECE PARNASIANA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preferira ver-te aqui sorrindo&lt;br /&gt;Que perpassada por secura crônica,&lt;br /&gt;Mas já passou-me a vez de por em tônica&lt;br /&gt;(Por isso morro e já me vou partindo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o pedir é dado a mim, por findo,&lt;br /&gt;Faço-me igual cartaginesa Mônica&lt;br /&gt;Que por seu filho, pois, se fez afônica:&lt;br /&gt;Dezoito anos que passou pedindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha prece é sim por ti, por teu carinho,&lt;br /&gt;Pois calha-me hoje, e com isto cismo,&lt;br /&gt;De ver-te rindo enquanto eu cá insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se prece ouvida viu-se em Agostinho,&lt;br /&gt;Eu peço: Deixa-me mais romantismo&lt;br /&gt;E doma já este eu parnasiano.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-110008978101720684?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110008978101720684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/110008978101720684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110008978101720684' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109974925442374508</id><published>2004-11-06T11:52:00.000-02:00</published><updated>2004-11-06T11:54:14.423-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SONHO&lt;/strong&gt;. Noite num balneário fluminense, mar de idiomas e sotaques. Praça do centro, gente de todos os cantos chegando. Barracas de algodão doce e de cachorro quente. Crianças, risos e correria. Cadeiras brancas comportadamente enfileiradas. Começa a apresentação. No palco, o velho e bom Fito. Nuvens carregadas no céu. Canta-se a belíssima &lt;em&gt;11 y 6&lt;/em&gt;. Começa a chover. Cadeiras deixadas de lado, outras usadas sobre a cabeça. Todos vão para a frente, sentados ao chão. Eu e ela, sentados, juntos, guarda-chuva aberto. “&lt;em&gt;Miren todos, ellos solos / pueden más que el amor. (y son mas fuertes que el Olimpo) / Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, / sellaron todo con un beso.&lt;/em&gt;” Entreolhamo-nos. Selamos tudo com um beijo. Que noite, que noite!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109974925442374508?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109974925442374508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109974925442374508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109974925442374508' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109965551957881197</id><published>2004-11-05T09:49:00.000-02:00</published><updated>2004-11-05T09:51:59.580-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;487 ANOS DAS TESES&lt;/strong&gt;. "O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada." (&lt;em&gt;tese 6&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;"O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus." (&lt;em&gt;tese 62&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;"Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado?" (&lt;em&gt;tese 82&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;"Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres?" (&lt;em&gt;tese 86&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;"Fora, pois, com todos este pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz!" (&lt;em&gt;tese 92&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Martinho Lutero, &lt;strong&gt;95 teses&lt;/strong&gt;, 31 de Outubro de 1517, Wittemberg&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109965551957881197?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109965551957881197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109965551957881197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109965551957881197' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109906739965371244</id><published>2004-10-29T13:27:00.000-03:00</published><updated>2004-10-29T13:29:59.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;COPIDESQUE&lt;/strong&gt;. Não posso deixar de agradecer ao amigo, doutorando em Princeton, Bruno Linhares. Ele não deixa passar em branco um par que seja de letras trocadas, avisando-me sobre meus equívocos ortográficos. Sem dúvida, Bruno também é migalheiro de mão cheia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109906739965371244?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109906739965371244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109906739965371244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109906739965371244' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109890873616835711</id><published>2004-10-27T17:23:00.000-03:00</published><updated>2004-10-29T12:02:16.500-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DESCONSTRUINDO DERRIDA&lt;/strong&gt;. Há duas semanas, morreu Jacques Derrida. O amigo Bruno logo recomendou-me, via &lt;em&gt;email&lt;/em&gt;, que prestasse a necessária homenagem póstuma neste sítio. Eu, cá comigo, pensava ser mesmo o sujeito digno de honrarias. Derrida estava na lista de três pensadores vivos que me faziam curvar. Em sua companhia, Jürgen Moltmann e Paul Ricoeur. Mas o que dizer sobre o argelino-francês?&lt;br /&gt;Derrida tornou-se signo. Pensar em seu nome remete automaticamente ao conceito de desconstrução. Muito já se falou sobre isso, desde que o conceito tomou de assalto as universidades européias na década de 70. É daquelas coisas das quais muito se fala e pouco se conhece.&lt;br /&gt;A grande novidade não está tanto no conceito de desconstrução. Ela é prima/irmã da crítica marxista e da análise kantiana. Encontrar as bases de uma teoria, descobrir como se encaixam seus pressupostos, denunciar que postulados são tomados por teoremas, reduzi-la a fragmentos mínimos e princípios atômicos; isto é tarefa da crítica e da análise (ou, belo pleonasmo, análise crítica). A novidade por trás do conceito de Derrida é o objeto da desconstrução. A filosofia perpassava o século XX em suas próprias sístole e diástole: de um lado, a filosofia analítica da linguagem, de outro, a filosofia fenomenológica-existencialista, no meio destas, jovens acadêmicos agitados, mudando de um lado para o outro. A desconstrução de Jacques Derrida (que estudou gente dos dois times, de Wittgenstein a Heidegger) derrubou a pretensão de uma nova &lt;em&gt;philosophia perennis&lt;/em&gt;. Para desespero dos radicais dos dois lados (isto para não falar dos marxistas, radicais por definição), erguia-se uma nova bandeira: não há significado definitivo em um texto, seja ele qual for. Como tomar, então, conceitos metafísicos milenares como certos? Todo sentido não era mais certo e definitivo, tudo era – no máximo – provável.&lt;br /&gt;É preciso desconstruir Derrida. Não estava, entre suas vontades, revolucionar o mundo ocidental, como fazem crer as manchetes dos suplementos culturais de nossos jornais. Queria fazer boa crítica literária. E, num mundo dominado pela linguagem, deu no que deu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109890873616835711?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109890873616835711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109890873616835711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109890873616835711' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109836647634773229</id><published>2004-10-21T10:45:00.000-03:00</published><updated>2004-10-21T10:49:46.103-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DEBATES II&lt;/strong&gt;. Como o amigo Eduardo já fez menção, em um de seus comentários, vi-me enredado em um programa quase-humorístico dia desses. Participei de um conhecido debate, em uma rádio aqui do Rio de Janeiro: a evangélica 93 FM. Interessantes as impressões que dele se podem extrair.&lt;br /&gt;Debates como esses não são debates. Tudo o que se espera de um debate razoável entre humanos não está presente ali. Não há tempo suficiente para que as idéias se esclareçam, não há respeito da maior parte dos debatedores, não há abertura real para a possibilidade de se estar errado. E a motivação do programa também não se presta a um debate entre seres humanos. Não se espera adquirir conhecimento ou informar aos ouvintes e, sim - horror dos horrores! – aumentar o &lt;em&gt;ibope&lt;/em&gt; da rádio.&lt;br /&gt;O tema do programa era destino. Quatro debatedores. Melhor seria dizer dois debatedores: eu e os outros. Afinal de contas, os outros três companheiros, tal qual um time de futebol que não tem zagueiros de grande qualidade, revezaram-se na tarefa de nocautear-me. E não é que foi divertido? Lembrei-me de minhas aulas de lógica. Se soubesse de antemão o que aconteceria, pediria aos meus alunos que ouvissem o programa. Eles teriam oportunidade de presenciar, ao vivo, um rosário de falácias das mais cabeludas.&lt;br /&gt;Incrível como pastores, que se dizem protestantes, não têm o mínimo de coerência lógica em suas argumentações e não hesitam em trocar o documento fundante de sua tradição – as Sagradas Escrituras – por um modelo filosófico obtuso (ainda que não admitam) que propaga a existência de uma liberdade mítica, todo-poderosa, que luta até mesmo contra as disposições internas do próprio ser humano.&lt;br /&gt;Pelo menos, teve água gelada. E um café forte, passado na hora.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109836647634773229?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109836647634773229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109836647634773229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109836647634773229' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109769398461092549</id><published>2004-10-13T15:59:00.000-03:00</published><updated>2004-10-13T15:59:44.610-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;AUSÊNCIA&lt;/strong&gt;. Assim o blógue conhecerá o &lt;em&gt;sheol&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109769398461092549?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109769398461092549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109769398461092549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109769398461092549' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109697959581763748</id><published>2004-10-05T09:28:00.000-03:00</published><updated>2004-10-05T09:33:15.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ROSSEAU&lt;/strong&gt;. Uma das grandes utilidades desta Grande Rede Mundial é disponibilizar clássicos literários a quem tiver um computador, um modem e uma linha telefônica. É o caso de J. J. Rosseau e seu &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/origemdadesigualdade.htm"&gt;Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Para um trecho da obra, tratando da questão da origem da linguagem humana, basta clicar &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.galahad.kit.net/rousseau.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109697959581763748?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109697959581763748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109697959581763748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109697959581763748' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109659950994163973</id><published>2004-09-30T23:56:00.000-03:00</published><updated>2004-10-02T09:23:47.766-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DEBATES&lt;/strong&gt;. Ao contrário de muitos, acho interessante esta época do ano, época de eleições. Deleito-me na expectativa dos números, pesquisas e reseultados. Divirto-me com a propaganda política na televisão. Apesar de todas as deformidades, isto é a festa da democracia. Celebremos, então.&lt;br /&gt;Entre estas diversões de temporada estão os debates. Acabei de assistir a dois. Um foi o debate entre os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro. Divertidíssimo. Luís Paulo Conde, aos berros, superando o microfone de César Maia. Este ironizando os seus oponentes. Jandira Feghali dizendo que dispensava a opinião da mediadora do debate. Bittar e Crivella com suas caras de choro. Ah, nada como um debate cheio da boa e velha baixaria de antanho...&lt;br /&gt;O debate mais interessante, no entanto, foi entre George Bush e John Kerry, candidatos à presidência dos EUA. Americanos são &lt;em&gt;experts&lt;/em&gt; nesta coisa. Fazem da eleição um verdadeiro &lt;em&gt;show&lt;/em&gt;, em todos os seus momentos. O debate não perde, em nada, a uma apresentação de Madonna ou a uma final de beisebol. As caras e bocas, a tensão ante uma resposta, o sorriso irônico, a falsidade reinante. Quanto ao que foi dito, em si, não há novidades. Está claro que George Bush é limitadíssimo e retrógrado, mas me parece que o seu jeito de fui-pego-de-surpresa encanta ao público do Norte. Está claro, também, que John Kerry tem as melhores idéias, mas não consegue convencer de que irá executá-las. Parece que teremos mais quatro anos repletos de idéias para Michael Moore. Festa da democracia? Não sei. Mas que é festa, é. &lt;em&gt;Let´s have fun&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109659950994163973?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109659950994163973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109659950994163973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109659950994163973' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109646278694834723</id><published>2004-09-29T09:58:00.000-03:00</published><updated>2004-09-29T09:59:46.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;VERGÍLIO FERREIRA&lt;/strong&gt;. "A força das palavras. E como a realidade se intensifica sobretudo nelas. Olho um nascer do sol, uma pedra. Se passarem a um quadro (o nascer do sol, por exemplo, no «Impressões» de Monet) a sua realidade é logo outra. Mas a palavra torna-os ainda mais intensos. Uma cena erótica observada pode não ter grande interesse e dar-nos mesmo repulsa ou tédio risonho. Mas a imagem dela agrava-lhe já a sugestão ou a impressão. Porque a arte sublima-a progressivamente para o domínio do imaginário. E a imaginação é sempre mais eficaz que o real, porque lhe dá a emoção pura que ele não tem. Por isso uma mulher se purifica no impossível que o real materializa. Assim esse real nos decepciona muitas vezes por sobre-por ao imaginário o que o limita e o submete. A transcendência da realidade começa na fotografia e termina na palavra. Porque é que ao olhares um objeto conhecido e vês a sua fotografia, olhas esta com um sentir diferente? Porque é que o real e a sua pressuposta imagem fotográfica têm de permeio algo de estranho ou surpreen-dente? Há já aí uma transposição para um outro domínio em que o imaginário obscuramente se nos abre, como creio já ter dito. Que todavia se leia o que o escritor viu nesse real fotografado e sabere-mos como a própria imagem se transfigurou. E é o que se inicia já na representação pictórica do mesmo real, por mais 'realista' que ela for. Mas a palavra transpõe-no para o máximo de irrealização, porque é necessário reconstruí-lo e fixá-lo no puro imaginar. Do real à palavra vai uma distância infinita. É a que vai da bruteza ou confu-são à essencialidade oculta, a que vai do ver material ao anônimo ou imaginário aberto por um ver subjetivo que lhe dá uma significação. O real está do lado das coisas. O imaginário, do lado do homem. Mas o real não existe, se o homem o não o fizer existir." (&lt;em&gt;Pensar,&lt;/em&gt; fragmento 85, pp. 76-77)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109646278694834723?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109646278694834723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109646278694834723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109646278694834723' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109604641143502623</id><published>2004-09-24T14:15:00.000-03:00</published><updated>2004-09-25T10:50:08.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RÁDIO MPBCRENTE&lt;/strong&gt;. Para aqueles que apreciam música popular brasileira cristã, há uma possibilidade de conhecer gente boa na rádio virtual &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mpbcrente online&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Ela só funciona de 09:00h às 23:00h, de segundas às sextas, mas já é alguma coisa.&lt;br /&gt;Basta seguir os seguintes passos: 1. Abra o &lt;em&gt;Windows Media Player&lt;/em&gt; (ou outro programa de reprodução de som, como o &lt;em&gt;Winamp&lt;/em&gt;, por exemplo); 2. Clique em &lt;strong&gt;Arquivo&lt;/strong&gt;; 3. Clique em &lt;strong&gt;Abrir URL&lt;/strong&gt;; 4. Digite &lt;strong&gt;http://xl.sapo.pt/radios/play.m3u?id=212&amp;m=/mpbcrente&lt;/strong&gt; ; 5. Clique em &lt;strong&gt;OK&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Estão transmitindo numa taxa de 64k. Se alguém tiver dificuldade em ouvir (e a demanda por uma freqüência menor for grande), voltarão para 32k. Em último caso, podem tentar ouvir clicando &lt;a href="http://xl.sapo.pt/radios/play.m3u?id=212&amp;amp;m=/mpbcrente"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Qualquer problema, entrem em contato por &lt;a href="mailto:revchristian@uol.com.br"&gt;revchristian@uol.com.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Migalhas&lt;/em&gt; também é propaganda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109604641143502623?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109604641143502623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109604641143502623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109604641143502623' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109572000131895772</id><published>2004-09-20T19:27:00.000-03:00</published><updated>2004-09-20T19:40:01.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ESCREVER COM GOSTO&lt;/strong&gt;. Ler pode ser um exercício quase gastronômico. Saboreiam-se palavras e respira-se o estilo. Aromas, temperos, tudo se acha num bom texto. Daí que a arte de escrever se envereda pelo caminho da culinária. Bons escritores são como &lt;em&gt;chefs&lt;/em&gt; literários. Escrevem com gosto.&lt;br /&gt;Um típico exemplo é o historiador inglês &lt;a href="http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/HIShobsbawm.htm"&gt;Eric Hobsbawn&lt;/a&gt;. História pode ser tão fascinante quanto chata. Falo isso com a autoridade de quem tem uma historiadora em casa. No entanto, Hobsbawn trata de assuntos densos com a leveza de um &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt; francês. Escreve com gosto. Passei umas boas horas com ele, hoje. Lendo-o intensamente. A forma como ele adiciona traços biográficos a momentos históricos anteriores a ele mesmo lembra a destreza de um chefe de cozinha a lançar temperos exóticos em pratos tradicionais. É raro encontrar intelectuais assim. A maioria escreve textos sem sal. Hobsbawn, não. É um &lt;em&gt;gourmand&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109572000131895772?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109572000131895772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109572000131895772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109572000131895772' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109533835397728468</id><published>2004-09-16T09:36:00.002-03:00</published><updated>2004-09-29T10:13:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PSYCHOTHERAPY&lt;/strong&gt;. Depois de Joey, ontem foi a vez de Johnny Ramone. Lutando, nos últimos cinco anos, contra um câncer de próstata, o guitarrista do &lt;em&gt;Ramones&lt;/em&gt; morreu. É mais um duro golpe em meus resquícios de adolescência. Resta-nos cantar, em sua homenagem: &lt;em&gt;“I don´t want to be buried in a Pet Sematary, I don´t want to live my life again”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109533835397728468?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109533835397728468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109533835397728468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109533835397728468' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109527772073802434</id><published>2004-09-15T16:36:00.000-03:00</published><updated>2004-09-15T16:48:40.740-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;QUERO SER JOHN MALKOVICH&lt;/strong&gt;. Depois de tantos anos de badalação, só anteontem consegui ver, pela TV por assinatura, o interessantíssimo &lt;em&gt;Quero ser John Malkovich&lt;/em&gt;. É um filme-cabeça do diretor Spike Jonze. Um roteiro louco, daqueles que nos enchem de inveja e nos fazem dizer: “Gente, por que eu não escrevi isso?”.&lt;br /&gt;Um artista de marionetes, talentoso e frustrado, é obrigado a trabalhar como arquivista no sétimo andar e meio (isso mesmo!) de um prédio. Lá, encontra um portal que vai dar direto na cabeça do ator John Malkovich (interpretado pelo próprio). Todos que entram por ele conseguem viver a vida do ator por quinze minutos. Logo, logo, monta-se uma empresa que vende passagens para a mente de Malkovich por duzentos dólares. E assim vai se desenrolando, de forma surreal, o genial roteiro.&lt;br /&gt;Pensei muito depois do filme. Quantas possibilidades. Este mundo de hiper-realidades (como o quereria Baudrillard), onde o &lt;em&gt;reality show&lt;/em&gt; é a palavra de ordem, é um mundo que deseja ser o outro por quinze minutos, vinte e quatro horas, a vida toda. É o mundo do Grande Irmão, de Orwell. Ao mesmo tempo em que a realidade é projetada em nossos sentidos pela mídia, ela é entrecortada, editada, para nos manter na necessária distância. Mantemos uma relação promíscua com o real. Queremos saber o que os outros fazem, como vivem. Tudo com esta distância que nos isenta da culpa.&lt;br /&gt;Vivemos um mundo de artistas de marionetes. Mas o que se quer mesmo não é controlar bonecos. Quer-se controlar vidas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109527772073802434?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109527772073802434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109527772073802434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109527772073802434' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109519932492226880</id><published>2004-09-14T19:00:00.000-03:00</published><updated>2004-09-14T19:02:04.923-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RECOMEÇO E COZINHA GOIANA&lt;/strong&gt;. Acho que este é o recorde de tempo sem postar no sítio. Dizem que isto é suicídio certo para um blógue. No entanto, como um bom cristão, sempre acredito em vida após a morte.&lt;br /&gt;Resolvi recomeçar falando das delícias da cozinha goiana. Come-se bem naquelas bandas. Provei arroz com pequi (fruto que impregna de sabor tudo o que acompanha; dizem que é bom com frango, mas não provei). Me esbaldei, também, nas variações de pamonha. Deliciosa é a pamonha à moda goiana, com queijo e lingüiça, bem apimentada. Também quente é o empadão goiano que, a não ser pelo frango, nada tem a ver com o daqui do Rio. Nada como retomar o curso das coisas bem alimentado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109519932492226880?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109519932492226880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109519932492226880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109519932492226880' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109414510675185587</id><published>2004-09-02T14:09:00.000-03:00</published><updated>2004-09-02T14:11:46.753-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SILÊNCIO NO CERRADO&lt;/strong&gt;. Já tenho falado pouco nos últimos dias. Agora, haverá ainda mais silêncio. Estou saindo de viagem para Goiânia, para algumas palestras. Volto na quarta.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109414510675185587?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109414510675185587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109414510675185587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109414510675185587' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109348918919638226</id><published>2004-08-25T23:58:00.000-03:00</published><updated>2004-08-25T23:59:49.196-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OLGA&lt;/strong&gt;. Acabo de chegar do cinema. Assisti, com Silvânia, ao comentado filme de Jayme Monjardim, &lt;em&gt;Olga&lt;/em&gt;. Como já foi dito por muitos, é um filme com cara de televisão. Lá estão os clichês esperados em um estreante que vem do mundo das telenovelas. Closes excessivos. Trilha melosa (e nenhum silêncio). Maniqueísmo (os homens de Getúlio sempre com terno preto; os homens de Hitler sempre com o rosto tenso). Nenhuma novidade. O que não quer dizer, no entanto, que &lt;em&gt;Olga&lt;/em&gt; não seja um belo filme.&lt;br /&gt;Lá está a grandiosa Fernanda Montenegro. Também a bela Camila Morgado, grande atriz. Osmar Prado e seu interessante Getúlio. O filme é uma prova de que o Brasil tem grandes artistas e grandes histórias.&lt;br /&gt;Entretanto, a maior realização de Monjardim é apresentar-nos a maldade humana, esta velha conhecida. A estupidez que separa amantes, pais e filhos. O horror do Holocausto. O horror dos regimes totalitários latinos, e o horror da violenta resposta revolucionária. Isto é o ser humano, nossas trágicas desgraças. E, infelizmente, não se apagam nossas mazelas com lenços molhados ao final da sessão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109348918919638226?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109348918919638226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109348918919638226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109348918919638226' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109328570643405464</id><published>2004-08-23T15:26:00.000-03:00</published><updated>2004-08-23T15:50:57.386-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FALÁCIAS FUNDAMENTALISTAS II&lt;/strong&gt;. Outra falácia interessante é o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;apelo à ignorância &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;argumentum ad ignorantiam&lt;/em&gt;). É muito usada pelos fundamentalistas, mas liberais também adoram lançar mão dela. Trata-se de concluir que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso. Ou - vice-versa - concluir que algo é falso por não se ter provado que é verdadeiro. Vejamos alguns exemplos do &lt;em&gt;ad ignorantiam&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Alguém já provou, por a mais b, a hipótese documental? Não. Logo, foi Moisés quem escreveu o Pentateuco." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Nenhum cientista conseguiu comprovar que o Mar Vermelho não tenha sido aberto por Moisés, o que demonstra que o relato do Êxodo é histórico."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109328570643405464?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109328570643405464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109328570643405464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109328570643405464' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109301177673487588</id><published>2004-08-20T11:16:00.000-03:00</published><updated>2004-08-20T11:26:25.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;R. M. RILKE II&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Se tantas vezes te importuno, ó Deus meu vizinho,&lt;br /&gt;batendo forte à tua porta na noite extensa,&lt;br /&gt;é porque te ouço respirar, da tua presença&lt;br /&gt;sei: estás na sala, sozinho.&lt;br /&gt;Se de algo precisares, não há ninguém ali&lt;br /&gt;que possa te trazer um gole d´água sequer.&lt;br /&gt;Vivo sempre à escuta. Dá-me um sinal qualquer.&lt;br /&gt;Estou bem perto de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre nós há apenas um muro, coisa pouca,&lt;br /&gt;por mero acaso aliás;&lt;br /&gt;bem pode ser que um grito da tua ou minha boca -&lt;br /&gt;e eis que se desfaz&lt;br /&gt;sem só rumor ou ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com imagens tuas o muro foi construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de ti imagens são como nomes.&lt;br /&gt;E quando um dia dentro de mim esteja acesa&lt;br /&gt;a luz com que te conhece minha profundeza,&lt;br /&gt;será, nas molduras, brilho que se esbanja e some.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os meus sentidos, que um torpor célere consome,&lt;br /&gt;estão sem pátria, exilados da tua grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De &lt;em&gt;O Livro de Horas&lt;/em&gt;, 1905, traduzido por J. P. Paes)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109301177673487588?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109301177673487588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109301177673487588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109301177673487588' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109285323381182109</id><published>2004-08-18T15:08:00.000-03:00</published><updated>2004-08-20T11:10:46.216-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;POESIA&lt;/strong&gt;. É estranho reler coisas que já escrevemos há anos. Parece ser outra pessoa que está ali, no papel. É como espelho de circo. Não é você, é só uma imagem, mudada pela concavidade do tempo.&lt;br /&gt;Reencontrei um soneto escrito aos dezessete. Como somos intensos nesta idade. Desejos, vontades, sentimentos. Somos pura pulsão de vida.&lt;br /&gt;Compartilho, então, com vocês um pouco destes meus dezessete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;O PESSIMISTA&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como prover a paga bruta&lt;br /&gt;De um ser que tem amor à escravidão.&lt;br /&gt;Despindo-se de voz e de opção,&lt;br /&gt;Escrava mais se torna sua labuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E faz da morte a sua prostituta&lt;br /&gt;Pagando por prazer intenso e em vão:&lt;br /&gt;Se paga vem no início do pregão,&lt;br /&gt;De graça vinha ao término da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste ver que o verdadeiro mente&lt;br /&gt;E ri, mordaz, ousado e insolente&lt;br /&gt;Enquanto o mentiroso se redime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais triste é não beber o que há na taça,&lt;br /&gt;Saber que não há nada que se faça,&lt;br /&gt;Que não há previsão que nos anime.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109285323381182109?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109285323381182109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109285323381182109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109285323381182109' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109277821852492566</id><published>2004-08-17T18:13:00.000-03:00</published><updated>2004-08-17T21:18:37.026-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FOLHETIM VIRTUAL&lt;/strong&gt;. Os romances publicados em capítulos nos jornais, nos idos do séxulo XIX, serviram para impulsionar e fazer conhecidos grandes escritores. Novelas em folhetim foram o meio utilizado por Balzac, Dumas, Stendhal e Dostoievski. No Brasil, também fizeram uso do folhetim gênios como José de Alencar, Manuel Antonio de Almeida, Raul Pompéia e o mestre Machado de Assis. Não é de estranhar que esta grande orgia midiática do século XXI - a Internet - possibilitasse algo parecido. É o caso de &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.semalarmesesemsurpresas.blogger.com.br"&gt;Sem alarmes e sem surpresas, por favor&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, folhetim virtual de nosso caro amigo Vinícius (de &lt;a href="http://oreformado.blogger.com.br"&gt;&lt;em&gt;O Reformado&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://fqi.blogger.com.br"&gt;&lt;em&gt;FQI&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;). Texto ágil e contemporâneo, é romance-em-blogue. Gostoso esperar os próximos capítulos. Sem alarme, mas com alguma surpresa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109277821852492566?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109277821852492566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109277821852492566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109277821852492566' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109231662610997499</id><published>2004-08-12T10:14:00.000-03:00</published><updated>2004-08-12T10:17:06.110-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FALÁCIAS FUNDAMENTALISTAS&lt;/strong&gt;. Desde maio, quando comecei minhas aulas de Lógica para alunos do Ensino Médio, pensei em explicar as falácias filosóficas de uma forma que pudessem ser compreendidas também na discussão teológica. Nada melhor do que utilizar, como exemplo, os campeões da falácia: os fundamentalistas.&lt;br /&gt;Para início de conversa, falemos do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;falso dilema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Trata-se de um erro lógico que obriga o debatedor a escolher entre duas únicas (ou mais) opções quando, na verdade, estas não são as únicas. Eis nossos exemplos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Ou a Bíblia é inerrante ou deixa de ter autoridade na teologia."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se discordas de Calvino, então não podes ser reformado."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se a história da Criação em seis dias for um mito, então a Bíblia não pode ser a Palavra de Deus."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se não pensas como eu, logo se vê: és um liberal."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109231662610997499?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109231662610997499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109231662610997499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109231662610997499' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109181837721745218</id><published>2004-08-06T15:51:00.000-03:00</published><updated>2004-08-06T15:52:57.216-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HISTORIETA&lt;/strong&gt;. Ele na mesa dois. Ela, mesa cinco. Nada mais que três metros os separam. Olhares se cruzam, vez por outra. Ele não se agüenta de vontade. Quer conhecer que olhos negros são esses. Que penumbra, que mistério. “Garçom, traz um chope. Preto.” O pior é o ângulo. Sabe-se lá o que passa na mente do destino, geômetra dos desejos, para colocar aquelas pernas à vista. Ela se diverte. Pernas pro lado, cruza as pernas. Olha pro lado, cruzam-se olhares. Volta a observar, ilesa, a revista em folhas brancas como sua pele e a mesa. Lisas. Ele, buscando onde se perdeu a coragem. E aqueles olhos negros, meu Deus! Que densas trevas onde se afunda o incauto. “Garçom, traz um gim. Puro.” É o que falta. Calor para dar o primeiro passo. Ele se levanta. Ela se retesa. Ele se aproxima. Ela olha o nada. Ele tosse baixo. Ela morde os lábios. Eles enrubescem. Então... Ela se prepara. Ele se desfaz. Ela espera. Ele desvia. Eles não acreditam. Ao invés do caminho da mesa, ele toma a direção do banheiro. Fica lá por uns bons dez minutos. Retomando a ar e planejando a nova investida. Sai decidido. Não é toda hora que se encontram dois olhos tecidos da noite. Pasma. Ela já foi. Na mesa, só a conta e o dinheiro. Com gorjeta. Ele senta, pensativo. “Garçom, traz meu Chivas. Duplo.”&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109181837721745218?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109181837721745218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109181837721745218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109181837721745218' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109171769751814090</id><published>2004-08-05T11:54:00.000-03:00</published><updated>2004-08-05T11:54:57.516-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DIMBA E CHINA&lt;/strong&gt;. O que mais se pode dizer?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109171769751814090?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109171769751814090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109171769751814090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109171769751814090' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109164427673095699</id><published>2004-08-04T15:22:00.000-03:00</published><updated>2004-08-04T15:31:16.730-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ESPÍRITO PARNASIANO&lt;/strong&gt;. Há coisa melhor que, em meio ao trabalho, à tarde, deparar-se com o velho Bilac?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Última flor do Lácio, inculta e bela,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;És, a um tempo, esplendor e sepultura:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouro nativo, que na ganga impura&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A bruta mina entre os cascalhos vela...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amo-te assim, desconhecida e obscura&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tuba de alto clangor, lira singela,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que tens o trom e o silvo da procela&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o arrolo da saudade e da ternura!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amo o teu viço agreste e o teu aroma&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De virgens selvas e de oceano largo!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amo-te, ó rude e doloroso idioma,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em que da voz materna ouvi: «Meu filho!»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E em que Camões chorou, no exílio amargo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O génio sem ventura e o amor sem brilho!&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lindo este espírito parnasiano.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109164427673095699?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109164427673095699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109164427673095699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109164427673095699' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109153981510863555</id><published>2004-08-03T10:23:00.000-03:00</published><updated>2004-08-03T10:32:39.560-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOBRE LIBERDADE&lt;/strong&gt;. Quando criança, antes dos sete, morei em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Como um bom militar, meu pai era sujeito a estas andanças pelo Brasil. Lembro-me do quartel onde ele trabalhava. Não muito grande, mas com uma longa plataforma que – se a memória não me falha (e ela falha bastante) – ficava ao lado dos trilhos de uma estrada férrea. Minha diversão era correr, a todo vapor, de um lado para outro daquele platô. Sentia-me sem limites. A ponto de vôo. Até que tropecei feio na beira da plataforma e caí ao chão. Ainda que houvesse vontade, eu não era livre para voar.&lt;br /&gt;Conceituar liberdade é uma tarefa difícil, reconheço. Os que o fazem, tendem a tomar a &lt;em&gt;via negationis&lt;/em&gt;. Como é o caso de Kant (a quem me parece ser afeiçoado o nobre &lt;a href="http://www.trunkael.blogger.com.br/"&gt;Trunkael&lt;/a&gt;), que relaciona a liberdade ao não-ser-determinado por outras causas que não a vontade. “A vontade é uma espécie de causalidade dos seres vivos, enquanto racionais, e liberdade seria a propriedade desta causalidade, pela qual ela pode ser eficiente independentemente de causas estranhas que a determinem, assim como a necessidade natural é a propriedade da causalidade de todos os seres irracionais de serem determinados à atividade pela influência de causas estranhas” (&lt;em&gt;Fundamentação da Metafísica dos Costumes&lt;/em&gt;). Se a liberdade é propriedade da vontade, esta é anterior àquela. Há uma vontade, antes de tudo. E o que determina esta vontade?&lt;br /&gt;A resolução de questões como esta é essencial para qualquer sistema de pensamento. O próprio Kant reconhece isto, ao afirmar que o conceito de liberdade &lt;em&gt;“constitui a pedra angular de todo o edifício de um sistema de razão pura” &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Crítica da Razão Prática&lt;/em&gt;). Se liberdade é autodeterminação, então a vontade determina a si própria. Entretanto, se isto é verdade, que espaço há para qualquer noção de moralidade? Daí Kant ser obrigado (perdoem-me o trocadilho) a admitir que a liberdade &lt;em&gt;“não é por isso desprovida de lei, mas tem antes de ser uma causalidade segundo leis imutáveis”&lt;/em&gt;. É uma questão da mais pura lógica humana (como o quereria com sabor o nosso amigo &lt;a href="http://escreverporescrever.blogs.sapo.pt/"&gt;Rafael Reinehr&lt;/a&gt;). Se a liberdade é propriedade da vontade; se &lt;em&gt;“a vontade é, em todas as ações, uma lei para si mesma”&lt;/em&gt;; se a lei moral implica em fazer, do ato da vontade, uma lei universal; então, a liberdade está condicionada à moralidade. Pelo menos no sistema kantiano.&lt;br /&gt;Liberdade é autodeterminação da vontade, sim. Mas esta vontade está sujeita a limites anteriores. Ainda que deseje voar (e seja livre para isto dentro do universo irreal de meus sonhos), não tenho liberdade para fazê-lo. Esborrachar-me-ei ao chão; como, de fato, o fiz. A vontade está sujeita a determinações internas, externas e – no caso da existência de uma Divindade – supra-externas. Liberdade é mistério. É ser responsável pelos meus atos, ainda que os reconheça como determinados. Sou eu que estou ali, lançado no emaranhado de fios das decisões. Sou eu que peso as conseqüências e ajo, impulsionado pela vontade. Mas não posso esquivar-me do papel de partícipe da infinita cadeia de nexos causais.&lt;br /&gt;Se alguém afirma ser determinação pura, então diz ter-se tornado Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109153981510863555?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109153981510863555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109153981510863555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109153981510863555' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109102914188163128</id><published>2004-07-28T12:36:00.000-03:00</published><updated>2004-07-28T12:39:01.880-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;JESUS, KANT E A MORAL&lt;/strong&gt;. Nestas minhas viagens pela Grande Rede, deparei-me com um sítio interessante. É o &lt;a href="http://www.trunkael.blogger.com.br/"&gt;Devaneios Gratuitos&lt;/a&gt;, de Trunkael. Entre os textos postados, havia um bastante provocante (assim como os outros de que é feito o sítio). Era a &lt;a href="http://www.trunkael.blogger.com.br/2004_07_01_archive.html#29657742"&gt;explicação &lt;/a&gt;de porque Kant seria mais moral que Jesus. Aproveito esta távola virtual para entabular uma discussão vespertina.&lt;br /&gt;Trunkael argumenta que o motivo primeiro para ser Kant mais moral que Jesus é “&lt;em&gt;Kant era humilde e Jesus não&lt;/em&gt;”. Pois bem, faz sentido esta afirmação? Para que esta linha argumentativa seja coerente, duas proposições precisam ser verdadeiras. &lt;em&gt;Primeiro&lt;/em&gt;, Jesus deve não ser humilde. &lt;em&gt;Segundo&lt;/em&gt;, moralidade deve ser o mesmo que humildade.&lt;br /&gt;Os argumentos utilizados por Trunkael para provar que Jesus não era humilde relacionam-se ao fato de que ele se proclamava o Filho único de Deus, declarava ser o único caminho para salvação e chegava mesmo a declarar ser o próprio Deus. No entanto, estes argumentos padecem de &lt;em&gt;petitio principii&lt;/em&gt;. Eles só provam que Jesus era soberbo se este já for considerado assim antes mesmo do argumento. Se não, pensemos. &lt;br /&gt;Suponhamos que há uma leitura obrigatória para que os alunos se formem. Suponhamos, ainda, que existe um único exemplar do livro, e este me pertence. Se eu digo: “Somente eu possuo o tal livro”, duas podem ser as conclusões a respeito de minha atitude: ou sou soberbo e quero gabar-me desta posse, ou sou solícito e quero ajudar aos outros. Não é possível, no entanto, saber de antemão qual conclusão é verdadeira. A não ser que alguém argumentasse: “Um soberbo quer sempre jactar-se dos outros; ele jactou-se de possuir o livro; logo, ele é soberbo”. Está configurada a petição de princípio. Este argumento só valeria para alguém que acreditasse, de antemão, que eu não fosse humilde.&lt;br /&gt;Destarte, não faz sentido dizer que Jesus não era humilde por declarar-se o próprio Deus e o único caminho para salvação. Se ele realmente acreditasse ser o que declarava, ou se realmente fosse o que declarava, então sua atitude seria extremamente altruísta. A única forma dos outros se salvarem seria encontrar este caminho; e ele estava apresentando-o a eles. Isto não é soberba, é solicitude.&lt;br /&gt;Quanto à outra proposição, é moralidade o mesmo que humildade? Em primeiro lugar, é preciso definir qual é o critério de moralidade utilizado. Se o critério é o de Jesus, então ser moral é obedecer aos princípios evangélicos: “&lt;em&gt;Amar a Deus e amar ao próximo&lt;/em&gt;”. Se Jesus acreditasse ser Deus, ou O fosse realmente, então suas atitudes demonstrariam o máximo de amor a Si próprio e aos próximos. Assim, ele seria moral ao extremo. Se o critério é o de Kant, então a ação moral deveria basear-se na lei fundamental da razão pura prática: “&lt;em&gt;Age de tal modo que a máxima de tua vontade possa valer-te sempre como princípio de uma legislação universal&lt;/em&gt;”. Mais uma vez, se Jesus acreditasse ser Deus, ou O fosse realmente, ele quereria entregar-se pelos outros. Esta vontade, doar-se pelo bem dos outros, fundamentaria o princípio supremo de qualquer lei moral universal. Assim, Jesus seria fundamentalmente moral.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, deve-se deixar claro que humildade não é o mesmo que moralidade. Humildade é uma virtude, assim como outras. As virtudes estão debaixo do conceito de moralidade. Se um indivíduo é moral, então suas ações são necessariamente virtuosas. No entanto, se um indivíduo age com humildade, ele não é necessariamente moral. Da mesma forma, uma ação que não parece ser humilde somente poderá ser definida de forma correta se soubermos se o indivíduo que a praticou é moral ou não. Assim, uma atitude pretensamente soberba de Jesus não bastaria para fazê-lo menos moral. Seria preciso, em primeiro lugar, chegar aos motivos que o levaram à ação.&lt;br /&gt;Como este texto já está longo demais (e o estômago começa a dar os seus sinais), deixo outras observações para mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109102914188163128?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109102914188163128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109102914188163128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109102914188163128' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109087507266157440</id><published>2004-07-26T17:37:00.000-03:00</published><updated>2004-07-26T17:59:24.690-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FITO PÁEZ&lt;/strong&gt;. Cheguei ontem de Búzios. Quatro dias de merecido descanso. Além de todas as delícias que o paradisíaco balneário - e uma bela mulher - têm a oferecer, alcancei ainda o favor divino. Na noite de sábado,&amp;nbsp;primeira fila e de graça, assisti a uma apresentação do argentino Fito Páez. Grande poeta e músico, o &lt;em&gt;hermano&lt;/em&gt; destilou suas bonitas canções pela noite buziana.&amp;nbsp; Entre outras, cantou a belíssima &lt;em&gt;Tumbas de la Gloria&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tu amor abrió una herida porque todo lo que te hace bien siempre te hace mal &lt;br /&gt;tu amor cambio mi vida como un rayo para siempre, para lo que fue y será &lt;br /&gt;La bola sobre el piano la mañana aquella que dejamos de cantar &lt;br /&gt;llego la muerte un día y arraso con todo todo, todo, todo un vendaval y fue un fuerte vendaval &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo de vos llega hasta mi &lt;br /&gt;cae la lluvia sobre París &lt;br /&gt;pero me escape hacia otra ciudad &lt;br /&gt;y no sirvió de nada porque todo el tiempo estabas dando vueltas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;y mas vueltas que pegue en la vida para tratar de reaccionar &lt;br /&gt;un tango al mango revoleando la cabeza como un loco de aquí para allá, de aquí para allá &lt;br /&gt;Después vinieron días de misterio y frío, casi como todos los demás &lt;br /&gt;lo bueno que tenemos dentro es un brillante es una luz que no dejare escapar jamas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo de vos llega hasta mi &lt;br /&gt;cuando era pibe tuve un jardín &lt;br /&gt;pero me escape hacia otra ciudad &lt;br /&gt;y no sirvió de nada porque todo el tiempo estaba &lt;br /&gt;yo en un mismo lugar y bajo una misma piel y en la misma ceremonia &lt;br /&gt;yo te pido un favor, que no me dejes caer en las tumbas de la gloria" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109087507266157440?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109087507266157440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109087507266157440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109087507266157440' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109036136542916618</id><published>2004-07-20T19:08:00.000-03:00</published><updated>2004-07-20T19:12:02.743-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;J. P. SARTRE&lt;/strong&gt;. "O homem que sonha está preso por seu poder absoluto. Se quisermos ir ao limite máximo, vale o mesmo para um espírito divino que procedesse por intuições criadoras. Se, a esse espírito, a simples concepção basta para produzir intuitivamente o objeto, se ele não encontra nenhuma resistência da inércia, se não há uma defasagem temporal entre a concepção e a realização, Deus sonha. Suas criações não se distinguem de suas afeições. É cativo de si mesmo e nada pode querer. O poder divino absoluto equivale a uma servidão subjetiva total. Deus é precipitado de criação em criação sem poder 'tomar suas distâncias' em relação a si mesmo e em relação ao objeto." (24/11/39, &lt;em&gt;Carnets de la Drôle de Guerre&lt;/em&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109036136542916618?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109036136542916618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109036136542916618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109036136542916618' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-109017147622274990</id><published>2004-07-18T14:22:00.000-03:00</published><updated>2004-07-18T14:24:36.223-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CARA NOVA&lt;/strong&gt;. Que ninguém se assuste ao ver mudanças&amp;nbsp;no visual do &lt;em&gt;blógue&lt;/em&gt; durante os próximos dias. Estou testando novas possibilidades para este ponto de encontro.&amp;nbsp; Tempo ocioso tem de servir para algo, afinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-109017147622274990?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109017147622274990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/109017147622274990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109017147622274990' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108984122382158138</id><published>2004-07-14T18:30:00.000-03:00</published><updated>2004-07-14T23:17:58.886-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SEMINÁRIOS NA UERJ&lt;/strong&gt;. Para os meus alunos de Educação, Linguagem e Conhecimento, aí vão alguns links que ajudarão nos seminários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Linguagem na filosofia grega antiga: &lt;/strong&gt;DEUS, Denise Carla de. &lt;em&gt;A Teoria da Proposição apresentada no Periérmeneias: a divisão das proposições do juízo&lt;/em&gt;. Metanoia, São João del-Rey, n. 3, pp. 13-18, jul. 2001. Em: &lt;a href="http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/revistas/Metanoia/denise2.pdf"&gt;http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/revistas/Metanoia/denise2.pdf&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;RESENDE, Tânia Marília. &lt;em&gt;A Teoria da Linguagem em Platão&lt;/em&gt;. Metanoia, São João del-Rey, n. 2, pp. 37-44, jul. 2000. Em: &lt;a href="http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/revistas/Metanoia/tania.pdf"&gt;http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/revistas/Metanoia/tania.pdf&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Linguagem na filosofia contemporânea:&lt;/strong&gt; ALSTON, W. P. &lt;em&gt;Filosofia da Linguagem&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Zahar, 1972. [pp. 13-24 disponíveis em &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/alston.htm"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/alston.htm&lt;/a&gt; ]&lt;br /&gt;CHAVES, Eduardo O. C. &lt;em&gt;A Filosofia como Análise Lógica da Linguagem&lt;/em&gt;. Em: &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/analise.htm"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/analise.htm&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;QUINTON, Anthony. &lt;em&gt;Filosofia analítica&lt;/em&gt;. Em: &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/quinton.htm "&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/quinton.htm &lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;SCRUTON, Roger. &lt;em&gt;Introdução à Filosofia Moderna&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. [trecho sobre Wittgenstein está disponível em &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~mafkfil/scruton.htm "&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~mafkfil/scruton.htm &lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;SCHLICK, M. &lt;em&gt;Sentido e Verificação&lt;/em&gt;. Em: SCHLICK &amp; CARNAP. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1980. pp. 83-110. [disponível em &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~mafkfil/"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~mafkfil/schlick.htm &lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Linguagem em Vigotsky:&lt;/strong&gt; VYGOTSKY, L.S. &lt;em&gt;Pensamento e Linguagem&lt;/em&gt;. [disponível em: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/cultvox/livros_gratis/pensamento_linguagem.pdf "&gt;http://www2.uol.com.br/cultvox/livros_gratis/pensamento_linguagem.pdf &lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Linguagem e mídia:&lt;/strong&gt; GOIDANICH, Maria Elisabeth. &lt;em&gt;Mídia Educação: um Longo Caminho a Percorrer&lt;/em&gt;. Em: &lt;a href="http://www.comunic.ufsc.br/artigos/art_midia.pdf "&gt;http://www.comunic.ufsc.br/artigos/art_midia.pdf &lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;RUBERTI, Isabela &amp; PONTES, Aldo Nascimento. &lt;em&gt;Mídia, Educação e Cidadania&lt;/em&gt;. Educação Temática Digital, Campinas, v. 3, n. 1, 00. 21-27, dez. 2001. [disponível em &lt;a href="http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1222 "&gt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1222 &lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;VALENTE, José Armando (ed.). &lt;em&gt;Formação de Educadores para o Uso de Informática na Escola&lt;/em&gt;. Nied: 2003. [disponível em &lt;a href="http://www.nied.unicamp.br/oea/pub/livro4/livro4.zip"&gt;http://www.nied.unicamp.br/oea/pub/livro4/livro4.zip&lt;/a&gt; ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Letramento:&lt;/strong&gt; FERRARO, Alceu Ravanello. &lt;em&gt;Analfabetismo e níveis de letramento no Brasil: o que dizem os censos? &lt;/em&gt;Educ. Soc., Campinas, v. 23, n. 81, pp. 21-47, dez. 2002. [disponível em &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/es/v23n81/13930.pdf "&gt;http://www.scielo.br/pdf/es/v23n81/13930.pdf &lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;SOARES, Magda. &lt;em&gt;O que é Letramento&lt;/em&gt;. [disponível em &lt;a href="http://www.dgabc.com.br/setecidades/descola/29se08.pdf "&gt;http://www.dgabc.com.br/setecidades/descola/29se08.pdf &lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108984122382158138?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108984122382158138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108984122382158138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108984122382158138' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108983982498059144</id><published>2004-07-14T18:10:00.000-03:00</published><updated>2004-07-14T18:18:58.460-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEIAS FÉRIAS&lt;/strong&gt;. O cansaço do primeiro semestre vai-se indo para dar lugar... ao cansaço do segundo semestre!&lt;br /&gt;Terei quinze dias de férias do seminário, do ensino médio e da igreja. No entanto, em virtude da greve, as aulas na UERJ vão até o final do mês. Fazer o quê? Pelo menos, aparecem alguns espaços livres na semana, coisas de que não sei o significado há meses.&lt;br /&gt;Espero descansar nestas meias férias. E o que um professor faz quando está descansando? O mesmo que faz quando está trabalhando: ler e escrever. Quero ler sem o compromisso de pesquisa. Quero escrever sem o compromisso de preparar aula. Quero o ócio por trabalho.&lt;br /&gt;Começo com a &lt;em&gt;Drôle de Guerre&lt;/em&gt;, de Jean-Paul Sartre, também conhecido como &lt;em&gt;Diário de uma Guerra Estranha&lt;/em&gt;. É o registro do que foi preservado dos diários do gênio, escritos entre novembro de 1939 e março de 1940, direto do &lt;em&gt;front&lt;/em&gt;. Deixo minhas impressões por aqui, em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108983982498059144?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108983982498059144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108983982498059144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108983982498059144' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108923024523867937</id><published>2004-07-07T16:56:00.000-03:00</published><updated>2004-07-07T16:57:25.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SEMINÁRIO&lt;/strong&gt;. Anteontem, encerramos nossas aulas de teologia sistemática no seminário presbiteriano a la italiana. &lt;em&gt;Casa de Nápole &lt;/em&gt;(ali mesmo, no Méier), vinho seco e pizza, muita pizza. Lá estavam alguns dos alunos brilhantes com quem tive o privilégio de compartilhar estes meses. André, Vinicius, Roberto, Marcelo, Eduardo e Romulo. Além de alguns intrusos (alunos de outras turmas), não menos brilhantes, como "Berin", Elion e Igor.&lt;br /&gt;Ser o professor de teologia sistemática naquela instituição foi sonho encarnado, projeto feito realidade. Eu sei que já sou professor da casa desde o ano passado - em teologia do culto; e que já ministrei teologia sistemática por três anos em outra faculdade. Mas ser o professor desta disciplina deliciosa no lugar em que estudei é especial.&lt;br /&gt;Estes meses foram belíssimos e intensos. Os alunos que o Senhor me deu são mestres em lançar questões que despertavam discussões profundas (algumas, nem  tanto) e, a maior parte delas, hilárias. Aprendi muito. Inteirei-me de coisas estranhas. Mergulhei ainda mais fundo em meus mistérios. E, tenho certeza, despertei estranhezas e mistérios em meus amigos.&lt;br /&gt;Foi precioso dialogar com os clássicos - estes que nos orgulham tanto e, ao mesmo tempo, nos envergonham. Mais precioso, ainda, foi dar vazão ao novo - ainda que este habite em lugares proibidos. Afinal de contas, quem planta a placa de "perigo"? E quem a tira do solo?&lt;br /&gt;O seminário não foi nascedouro de idéias apenas para os estudantes. O foi, também, pra mim. Não me envergonho de dizer que, talvez, o tenha sido mais pra mim do que para qualquer outra pessoa. Afinal de contas, todos - alunos e mestres - carregamos a responsabilidade de continuamente fazer tremer as estruturas, e, assim, testar as bases, daquela vetusta casa. Casa de profetas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108923024523867937?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108923024523867937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108923024523867937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108923024523867937' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108905730150667006</id><published>2004-07-05T16:49:00.000-03:00</published><updated>2004-07-05T16:55:01.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MPBCRENTE&lt;/strong&gt;. A indústria de música no Brasil é um conjunto imenso de incréus. Um infernal círculo vicioso faz com que só toque nas rádios aqueles que são vinculados a grandes gravadoras, e estas só lançam os artistas que tocam nas rádios, e assim vai...&lt;br /&gt;Quando se trata de música feita por cristãos, então, o negócio - a exemplo da burguesia de Cazuza - fede.&lt;br /&gt;Pensando nisto, surgiu o &lt;a href="http://mpbcrente.blogger.com.br"&gt;mpbcrente&lt;/a&gt;. É um sítio que pretende divulgar gente boa, que faz boa música brasileira, mas que é pouco conhecida. O &lt;em&gt;mpbcrente &lt;/em&gt;ainda está no começo, mas já vale a pena uma visita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108905730150667006?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108905730150667006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108905730150667006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108905730150667006' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108893890530426388</id><published>2004-07-04T07:59:00.000-03:00</published><updated>2004-07-04T08:01:45.303-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;AMOR&lt;/strong&gt;. Um grande amigo, Marcio, casou-se ontem. Infelizmente, não pude estar lá. No entanto, mandei um texto que fez parte da liturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que é o amor?... Onde vai dar?... Saber qual é a essência e a direção deste segredo é penetrar mais no mistério divino do que presumia a canção. Quem pode conhecê-lo, se tão contrário a si é o mesmo amor? Amar é fazer perguntas com o ar superior de quem já tem as respostas. Ainda que não as tenha. Porque o amor confunde sorrisos com certezas, e fia-se muito mais nos primeiros do que nas últimas. O amor é este penoso adormecer romântico e despertar barroco. É poesia, poesia clássica. É a profusão de sons cheiros olhares gostos toques que se quebram em redondilhas e sonetos. É a eterna inocência do poeta. Só ama de verdade quem ousa ser o outro e si mesmo ao mesmo tempo. Quem ousa abrir mão de si mesmo enquanto se afirma. Quem ousa encarnar-se no outro. Por isso, amor é comunhão. Comunhão divina. Amar é imiscuir-se nos negócios de Deus. Quem ama recupera esta sofrida mas indelével imagem divina. Esta é a razão do suspiro do apóstolo: "Deus é amor e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele". Eis a resposta. O que é o amor?... Onde vai dar?... Não importa. Amor é caminhar sem rumo e descansar seguro."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108893890530426388?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108893890530426388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108893890530426388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108893890530426388' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108880137243961284</id><published>2004-07-02T17:46:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T17:51:39.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DJAVAN&lt;/strong&gt;. "É surpresa demais que trazes, ainda bem que eu sou Flamengo! Mesmo quando ele não vai bem, algo me diz, em rubro-negro, que o sofrimento leva além, não existe amor sem medo. Boa noite!" &lt;em&gt;(Boa Noite, do álbum &lt;strong&gt;Coisa de Acender&lt;/strong&gt;, 1992)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108880137243961284?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108880137243961284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108880137243961284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108880137243961284' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108868232569935203</id><published>2004-07-01T08:39:00.000-03:00</published><updated>2004-07-01T08:45:25.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BOLA&lt;/strong&gt;. Refeito, ao menos em parte, do trauma de ontem, eu me pergunto: o que é aquele time do Flamengo? Sabe-se lá se por graça divina ou intercessão de São Judas Tadeu, o clube conseguiu chegar à final da Copa do Brasil, mas, ainda assim, o elenco é muito ruim. O que são Reginaldo Araújo e André Bahia, meu Deus? Douglas Silva e Róbson, o que são eles? E Negreiros, meu Pai, o que é Negreiros? Que ser dantesco é este cujos passos sussuram ecos na catedral ebúrnea dos meus sonhos? Avante, irmãos, é tempo. É tempo de comprar o carnê da série B 2005...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108868232569935203?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108868232569935203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108868232569935203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108868232569935203' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108847247360003322</id><published>2004-06-28T22:25:00.000-03:00</published><updated>2004-06-28T22:27:53.600-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;VIDEO-GAMES E INFLUÊNCIA&lt;/strong&gt;. "Quer dizer, se o &lt;em&gt;pac-man &lt;/em&gt;tivesse influenciado a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas." (&lt;em&gt;Kristian Wilson, Nintendo Inc, 1989&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;O engraçado é que, poucos anos depois, surgiriam as festas &lt;em&gt;rave&lt;/em&gt;, a música &lt;em&gt;techno &lt;/em&gt;e o &lt;em&gt;ecstasy&lt;/em&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108847247360003322?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108847247360003322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108847247360003322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108847247360003322' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108847230189612510</id><published>2004-06-28T22:23:00.000-03:00</published><updated>2004-06-28T22:25:01.896-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;AUSÊNCIA&lt;/strong&gt;. Peço perdão à meia dúzia de leitores deste diário (semanário?...) eletrônico pela periodicidade meio que furada. Prometo que, a partir de meados de julho, os textos voltarão a ser diários. Se os alunos permitirem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108847230189612510?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108847230189612510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108847230189612510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108847230189612510' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108807822935006858</id><published>2004-06-24T08:30:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T13:52:25.880-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MAIS UM ANO&lt;/strong&gt;. Hoje, fui acordado com beijos carinhosos e telefonemas insistentes. Cumpre-se, mais uma vez, aquele antigo ritual de aniversário. É verdade: trata-se de um dia como os outros. Mas, como todas as datas que marcam o completar de um ciclo, dias natalícios fazem-nos pensar um pouco mais. Como diria meu velho prof. Aquiles Guimarães, é olhar-se no espelho e perceber: "estou nadificando, porque historicizo". O passar dos dias, neste realismo/pessimismo de Sartre, em especial em seu &lt;em&gt;Ser e Nada&lt;/em&gt;, é tornar-se história e, assim, aproximar-se do nada, do não-ser, da morte. Ironia das ironias, completar mais um ano de vida é estar a menos um dia da ameaça de aniquilação do ser. Isto me faz recordar, nostálgico, os anos 80, a banda que tínhamos na escola, cantando um dos clássicos do &lt;em&gt;Ira!&lt;/em&gt;. "A vida é jogo rápido", cantávamos, "para mim ou pra você". E mais, "juventude se abraça, se une pra esquecer".&lt;br /&gt;Trilhamos o caminho inexorável para o nada. Mas esta não é a notícia final. Como diria Karl Barth, a providência divina é exatamente o que nos protege desta ameaça do não-ser: tudo está no controle de Deus, mesmo este nada, &lt;em&gt;das Nichtige&lt;/em&gt;, este aparente lado sombrio da criação. É este o desafio. Lançar-se nas mãos do Divino, o fundamento e a estrutura do Ser, e repousar. Como o mestre Paul Tillich nos ensina, isto é a fé: a coragem de enfrentar o não-ser de frente, &lt;em&gt;tête à tête&lt;/em&gt;, a coragem de ser. Ou ainda, na voz milenar do saltério judaico: "em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro" (Sl 4.8).&lt;br /&gt;É a doçura de envelhecer, só isso. Mais rugas e rusgas. Pano rápido para o &lt;em&gt;Ira!&lt;/em&gt;. "Feliz aniversário, envelheço na cidade..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108807822935006858?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108807822935006858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108807822935006858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108807822935006858' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108783284532422720</id><published>2004-06-21T12:43:00.000-03:00</published><updated>2004-06-21T12:47:25.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ALVÍSSARAS&lt;/strong&gt;. Está difícil conseguir tempo para escrever. A multidão de trabalhos e provas para corrigir nestas últimas semanas de aula têm me deixado louco. No entanto, uma notícia que li agora deixou-me imensamente feliz. Vem de meu amigo capixaba-recifense-futricacionista Mário: nasceu sua pequenina Ana Maria. Segue o teor intelectualíssimo de sua mensagem:&lt;br /&gt;"Meu caro amigo, neste sábado, dia 19, aniversário do Chico Buarque, nasceu minha filha, Ana Maria. Ela come muito, dorme muito, arrota e solta pum. É uma légítima futricacionalista simpsoriana. Ave, Letícia! Mário."&lt;br /&gt;Saudações, pequena Ana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108783284532422720?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108783284532422720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108783284532422720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108783284532422720' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108749318706750580</id><published>2004-06-17T14:24:00.000-03:00</published><updated>2004-06-17T14:26:27.066-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HOMER SIMPSON II&lt;/strong&gt;. "Ao álcool! A causa e a solução de todos os problemas da vida!" (brindando em &lt;em&gt;Homer vs. the Eighteenth Amendment&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108749318706750580?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108749318706750580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108749318706750580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108749318706750580' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108749306158211300</id><published>2004-06-17T14:21:00.000-03:00</published><updated>2004-06-17T14:24:21.583-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HOMER SIMPSON&lt;/strong&gt;. "Não sei viver uma vida simples como você. Eu quero tudo! Os aterradores baixos, os atordoantes altos, os insossos meios! Claro que eu posso ofender alguns narizes empinados com meu passo arrogante e meu cheiro almiscarado. Ah, eu nunca vou ser o queridinho dos tais 'Pais da Cidade´, que soltam a língua, acariciam a barba e perguntam 'O que fazer com esse Homer Simpson?'." (&lt;em&gt;Lisa´s Rival&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108749306158211300?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108749306158211300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108749306158211300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108749306158211300' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108744044949295114</id><published>2004-06-16T23:45:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T23:47:29.493-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BOLA&lt;/strong&gt;. "Poeira, poeira. Poeira. Levantou poeira." (&lt;em&gt;cântico litúrgico entoado neste momento, Brasil afora, em especial no Maracanã&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108744044949295114?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108744044949295114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108744044949295114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108744044949295114' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108741509294698012</id><published>2004-06-16T16:35:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T16:44:52.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;QUADRINHOS, TEODICÉIA E VOLTAIRE&lt;/strong&gt;. Uma das expressões artísticas mais interessantes do século XX é a história em quadrinhos. Assim como a canção, que reúne em si a música e poesia, a história em quadrinhos é uma forma de arte de duplo apelo, pois adjunge ao desenho o ritmo da narração escrita. Só mesmo os puristas não reconhecerão um artista em gente da estirpe de &lt;a href="http://www.alexrossart.com/"&gt;Alex Ross &lt;/a&gt;ou &lt;a href="http://www.georgeperezgallery.com/"&gt;George Pérez&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E foi no universo das histórias em quadrinhos que me deparei, pela primeira vez, com a idéia de dimensões múltiplas. Foi quando, na infância, comecei a ler os quadrinhos da &lt;a href="http://www.dccomics.com/"&gt;DC Comics&lt;/a&gt;. Havia um sem-número de universos paralelos na DC. A Terra Ativa, a Terra Paralela, a Terra X e infinitas outras. Em um plano, um herói era jovem, no outro, idoso; em uma dimensão, um herói atuava, em outra, morria, e assim por diante. Diga-se de passagem, a quantidade de universos distintos tornou-se tão grande que os próprios leitores fanáticos (como eu) tinham dificuldade em acompanhar as histórias. O resultado disto foi uma queda de vendas na DC. Solução: criar uma grande saga que fizesse restar apenas um universo.&lt;br /&gt;Na verdade, para que a DC Comics sobrevivesse, era preciso que aquele universo final fosse o melhor dos mundos possíveis. A escolha era determinante para que o projeto fosse adiante. Assim nasceu uma das maiores sagas do século XX: &lt;a href="http://www.centraldequadrinhos.com/v4/Por%20dentro/Artigos/crise01.htm"&gt;&lt;em&gt;Crise nas Infinitas Terras&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (sob a supervisão artística de &lt;a href="http://www.marvwolfman.com/"&gt;Marv Wolfman &lt;/a&gt;e George Pérez). Como resultado de um embate hiper-cósmico, quase divino, entre seres chamados Monitor e Antimonitor, somente um universo restou, novo. O final da saga era a criação deste mundo novo.&lt;br /&gt;Lembrei-me desta obra prima ontem, em minha aula de teologia. Conversávamos sobre vários temas ligados à idéia de Criação. Destes temas brotam perguntas intrigantes. É possível imaginar um universo sem o conceito de Criação? A Criação era necessária? Deus poderia não ter criado este universo? E, talvez a mais aterradora de todas, o mal faz parte do projeto criador? Como entender o mal? A não ser que haja uma dualidade eterna, um sempiterno duelo entre bem e mal (o que não se admite no monismo cristão clássico), não se pode escapar da admissão do mal por parte de Deus. Este é, na verdade, o grande assunto da teodicéia: como pôde Deus ter criado este mundo com tanto mal?&lt;br /&gt;As respostas clássicas a estas questões parecem basear-se naquele princípio expresso por Leibniz em sua &lt;em&gt;Monadologia&lt;/em&gt;: Deus criou o melhor dos mundos possíveis. “Ora”, diz ele, “como há uma infinidade de idéias divinas e apenas um único [mundo] pode existir, tem de haver razão suficiente da escolha de Deus, que o determine a preferir um e não o outro”. Se um mundo possível é aquele em que não há contradições lógicas, e se Deus é bom, segue-se que o mundo criado é aquele que tem o maior excesso de bem sobre mal.&lt;br /&gt;Ajuda, mas não resolve. Quaisquer que sejam os feitores de universos, sejam Wolfman e Pérez, seja o Altíssimo Yahweh, ainda assim este melhor dos mundos possíveis traz o mal em sua própria constituição. Não apenas os heróis, mas os vilões continuam lá. Eis a raiz do problema. Se Deus é onipotente, se sua ação é limitada apenas pela impossibilidade de auto-contradição, e se o nosso mundo – e o mal que nele grassa – é o melhor dos universos que Deus poderia criar, conclui-se que o mal é uma condição ontológica da Criação? E, por inferência, o pecado é condição ontológica do ser humano? Difícil responder.&lt;br /&gt;Lembro-me, ao fim deste enorme texto (creio que o maior dentre as migalhas que por aqui são lançadas), do Cândido de Voltaire. Na verdade, foram meus alunos – fãs de Cunegundes – que mo trouxeram à lembrança.&lt;br /&gt;“- Pelo visto, o senhor não crê no pecado original; [disse “um homenzinho de preto, familiar da Inquisição”,] pois, se tudo está o melhor possível, não houve nem queda, nem castigo.&lt;br /&gt; - Peço humildemente perdão a Vossa Excelência – disse Pangloss ainda mais polidamente, – pois a queda do homem e a maldição entravam necessariamente no melhor dos mundos possíveis.&lt;br /&gt;- O senhor não crê então na liberdade? – perguntou o familiar.&lt;br /&gt;- Vossa Excelência me desculpará – disse Pangloss; – a liberdade pode subsistir com a necessidade absoluta; pois era necessário que fôssemos livres, porque enfim a liberdade determinada...&lt;br /&gt;Pangloss estava no meio da frase, quando o familiar fez um sinal de cabeça para o seu lacaio, que lhe servia vinho do Porto.” (&lt;em&gt;Cândido&lt;/em&gt;, Voltaire)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108741509294698012?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108741509294698012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108741509294698012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108741509294698012' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108730982371589749</id><published>2004-06-15T11:29:00.000-03:00</published><updated>2004-06-15T11:30:23.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;WOODY ALLEN&lt;/strong&gt;. "Deus está morto, Marx está morto, e eu mesmo não estou me sentindo muito bem."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108730982371589749?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108730982371589749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108730982371589749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108730982371589749' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108730964109482093</id><published>2004-06-15T11:21:00.000-03:00</published><updated>2004-06-15T11:27:21.093-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PICA-FUMO&lt;/strong&gt;. Dedicado aos meus alunos de teologia.&lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;&lt;img src="http://www.galahadblog.blogger.com.br/caipira-picando-fumo.jpg" alt="Caipira Picando Fumo"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;(José Ferraz de Almeida Junior, &lt;em&gt;Caipira Picando Fumo, 1893&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108730964109482093?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108730964109482093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108730964109482093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108730964109482093' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108700115974080353</id><published>2004-06-11T20:51:00.000-03:00</published><updated>2004-06-11T21:50:16.950-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FOLGA NA SEXTA-FEIRA&lt;/strong&gt;. Acorde cedo. Aproveite o sol gostoso desta época do ano, escondendo-se do calor esturricante do verão carioca. Passe pela manhã na Casa França-Brasil (neste horário, você vai ter o centro cultural só pra você). Enverede-se pela exposição &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.fcfb.rj.gov.br/expo.asp"&gt;A Missão Francesa&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. São peças produzidas pelos artistas franceses (e seus alunos) que vieram ao Brasil como professores da Escola de Artes criada por D. João VI, sob a orientação de Debret. Obras dos Taunay (pai e filho), e a própria construção - que é do arquiteto Grandjean de Montigny - são os destaques. Saindo dali, dê uma passadinha na Saraiva Mega Store: tem sempre algo bom. Depois de comprar &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=236696&amp;ST=SE"&gt;Os Simpsons e a Filosofia&lt;/a&gt;, almoce no Bar Luiz, que marca presença no Centro desde 1887. Aproveite o &lt;em&gt;kassler&lt;/em&gt;, a salada de batatas, o chucrute, a &lt;em&gt;bratwurst&lt;/em&gt;, a salsicha Viena, e a boa mostarda holandesa. Delicie-se com o &lt;em&gt;apfelstrudel&lt;/em&gt;, junto à presença do creme de leite. E, por favor, não se esqueça do bom e velho chope escuro - o melhor da cidade. Devidamente alimentado, pegue um cineminha, o Palácio (lá no Passeio). Assista &lt;em&gt;Cazuza&lt;/em&gt;, com a magistral interpretação de Daniel de Oliveira, e sinta esta estranha saudade de algo tão perto e tão longe. O tempo não pára. Depois do filme, dê uma passadinha no &lt;a href="http://www.pacoimperial.com.br/"&gt;Paço Imperial&lt;/a&gt;. Há uma exposição interessantíssima de Ivan Serpa, com suas formas abstratas (apesar de ele ter dito, na década de 60, que são concretíssimas) e seus geometrismos. Interessante, também, a mostra &lt;em&gt;Olinda: Arte por toda Parte&lt;/em&gt;. Mas o melhor mesmo é a instalação &lt;em&gt;Espaço Permeável 2004&lt;/em&gt;, de Carlo Bernardini. Sinta-se dentro de um jogo de sombras e raios de luz, como que cercado por neo-sabres jedi. Observação: não chegue vinte para as seis, senão não vai conseguir ver todas as exposições... Desça os andares e prove um &lt;em&gt;brownie &lt;/em&gt;com coca-cola, ouvindo Haydn, no Bistrô do Paço. Dê, ainda, uma passadinha no &lt;a href="http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/rj/index.jsp"&gt;CCBB&lt;/a&gt;, no fim da noite, para se dar ao luxo de escolher entre uma das peças de teatro e a mostra &lt;em&gt;Festival Cinesul&lt;/em&gt;. Depois de tudo, volte pra casa feliz.&lt;br /&gt;Esta é uma boa pedida para uma folga na sexta. Ainda mais, se tiver uma mulher linda ao seu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108700115974080353?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108700115974080353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108700115974080353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108700115974080353' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108690514568892629</id><published>2004-06-10T19:04:00.000-03:00</published><updated>2004-06-10T19:05:45.686-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MANTO SAGRADO&lt;/strong&gt;. "Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável." (&lt;em&gt;Nelson Rodrigues&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108690514568892629?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108690514568892629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108690514568892629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108690514568892629' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108686792590232231</id><published>2004-06-10T08:37:00.000-03:00</published><updated>2004-06-10T08:45:25.906-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CORPUS CHRISTI&lt;/strong&gt;. Segue abaixo o artigo que escrevi e saiu hoje no jornal carioca &lt;a href="http://odia.ig.com.br/opiniao/op100602.htm"&gt;O Dia&lt;/a&gt;. A editoria de opinião do jornal fez algumas modificações, mas nada que alterasse a idéia do texto.&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;“E sai o povo a cobrir de areia e flores as pedras do chão; nas varandas vejo as moças e os lençóis, enquanto passa a procissão, louvando as coisas da fé” (Tavinho Moura e Fernando Brant). Esta belíssima canção, eternizada na voz de Milton Nascimento, remete-nos a uma das mais significativas festas cristãs: o Corpus Christi.&lt;br /&gt;Oficializada no século XIII (antes, portanto, da Reforma Protestante), a festa de Corpus Christi transcende ao catolicismo romano: é uma celebração de todo o cristianismo ocidental. É o tempo em que o povo comemora o mistério central da fé cristã, o rito em que se funda a experiência de culto do cristianismo: a Eucaristia. Celebrar Corpus Christi, então, é festejar a possibilidade de se participar, pela fé, do corpo de Cristo.&lt;br /&gt;Além da dimensão litúrgica, a festa tem um significado ainda mais marcante. A Igreja afirma a certeza de que o próprio Deus resolveu ter um corpo, assim como nós, seres humanos, e, para isso, encarnou-se em Jesus Cristo. Corpus Christi é, também, a festa da corporeidade, da matéria humana. Reveste-se de relevância, então, que o mundo pare, na quinta-feira seguinte ao Domingo da Trindade, para meditar sobre a importância do corpo.&lt;br /&gt;Neste momento em que o corpo humano é aviltado de todas as formas, em que corpos iraquianos são degradados por meio da tortura de soldados norte-americanos no outro lado do mundo; em que corpos brasileiros são humilhados, carregados como lixo em um carrinho de mão no outro lado da rua, neste momento é bom lembrar-se do antigo dogma cristão: que o próprio Deus resolveu ter um corpo humano e entregar este corpo, na Paixão, para que o ser humano recuperasse a sua dignidade.&lt;br /&gt;É tempo, então, independente de qualquer fé ou cor religiosa, de experimentar o significado desta festa quase milenar, de experimentar, de novo, a Paixão do corpo de Deus, do Corpus Christi. Para que, realizando em nós mesmos o significado de um Deus que entrega seu corpo à morte por amor, possamos recuperar a dignidade do corpo humano neste tempo tão pouco afeito a sacrifícios. E, assim, cantar, com o artista mineiro: “Já bate o sino, bate no coração, e o povo põe de lado a sua dor pelas ruas capistranas de toda cor; esquece a sua paixão para viver a do Senhor”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108686792590232231?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108686792590232231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108686792590232231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108686792590232231' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108680317969744281</id><published>2004-06-09T14:41:00.000-03:00</published><updated>2004-06-09T14:46:19.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;LE PIQUET DE FOUMET&lt;/strong&gt;. Incrível. Ao remexer em alguns arquivos antigos, encontrei este texto que escrevi em 1997. Junto com a saudade do tempo de seminarista, veio o espanto pela sua atualidade. Segue abaixo.&lt;br /&gt;"Queridos cavaleiros e amazonas desta Sacra Távola,&lt;br /&gt;Dirijo-me novamente a esta tão amada lista com o intuito de contar-lhes uma velha história de um teólogo francês extremamente conhecido nos seminários do Brasil (e, por que não, do mundo inteiro): a lenda de Le Piquet de Foumet.&lt;br /&gt;Le Piquet de Foumet era uma criança deveras criativa, mas não conseguia transformar esta criatividade em objetividade, pois disciplina não era o seu forte. Assim, quando mais velho, não obteve sucesso em seus exames de aprovação acadêmica para Direito, Administração, Economia, Engenharia, etc (cada estudioso de Le Piquet conta uma variação diferente).&lt;br /&gt;Destarte Le Piquet descobriu, num ápice (logo após sua reprovação, é claro), que sua vocação era a Teologia, e, assim, adentrou a um Seminário: a Casa de Profetas.&lt;br /&gt;A presença de Foumet no Seminário foi marcante. Não por excelentes trabalhos ou notas altíssimas, mas por sua pitoresca participação. Sempre fazia observações importantes nas aulas, e nessas observações sempre trocava os nomes dos autores ou mesmo os inventava. Isso quando não interrompia uma abordagem do professor sobre Teologia da Libertação dizendo: 'Está claro, mestre, que pode-se perceber a presença destes famigerados teólogos da Libertação nas correntes de sexta-feira da IURD'!&lt;br /&gt;Le Piquet de Foumet freqüentava as Igrejas de seus professores. Não se sabe até hoje se era excessiva devoção, exemplar piedade ou uma forma de convencê-los a aumentar as notas dos trabalhos e provas. &lt;br /&gt;Quanto ao prazer da literatura, Le Piquet era um consumidor voraz. Lia todas as abas de livros que encontrava - assim podia fazer comentários superficiais sem a necessidade de gastar tempo com tantas páginas. Le Piquet também cometeu peripécias em seu presbitério, mas este tópico não cabe a esse histórico.&lt;br /&gt;Não se sabe como, mas Le Piquet de Foumet conseguiu se formar. Parece que nunca repararam o fato de seus trabalhos serem as cópias fiéis dos de colegas (ou fruto de pesquisas fotocopiadas nos trabalhos dos anos passados). Além de se formar, Le Piquet ingressou em um curso de Mestrado - sem nunca freqüentar as aulas, é claro - e conseguiu o seu grau de Mestre.&lt;br /&gt;A história de Le Piquet de Foumet termina novamente no Seminário, agora como docente. Seus comentários instigantes, aulas bem-preparadas, observações interessadas sempre fizeram dele um professor fantástico (todos os autores pedem perdão pelo excesso de ironia nesta frase - eu faço o mesmo!). Todos notavam a firmeza em suas declarações, como num diálogo com dois alunos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aluno 1 - Mestre Le Piquet, o senhor aceita a teoria documentária do Pentateuco?&lt;br /&gt;Le Piquet de Foumet - É claro. Os documentos provam a existência do Pentateuco, e isto não é mera teoria: é fato.&lt;br /&gt;Aluno 2 - Mas isso significa dizer que o Pentateuco é um mosaico...&lt;br /&gt;Le Piquet de Foumet - Exatamente. Ele é mosaico, é de autoria de Moisés.&lt;br /&gt;Aluno 1 - Então as fontes são reais? A eloísta, a javista...&lt;br /&gt;Le Piquet de Foumet - Meu filho, você precisa estudar mais. Olhe o que você falou! É lógico que as fontes são reais, "haja vista" sua própria declaração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de informar a todos que, como todas lendas, a história de Le Piquet de Foumet também traz um aviso no final. O espírito de Le Piquet continua habitando em várias instituições pelo Brasil, tanto em sua forma aluno quanto em seu modelo professor. &lt;br /&gt;Se você já encontrou algum personagem semelhante, nos avise.&lt;br /&gt;Precisamos estar preparados.&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Sir Galahad"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108680317969744281?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108680317969744281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108680317969744281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108680317969744281' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108670195808719204</id><published>2004-06-08T10:35:00.000-03:00</published><updated>2004-06-08T10:39:18.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOBRE CLAREZA DE ARGUMENTAÇÃO&lt;/strong&gt;. "Se não quer que as suas idéias sejam discutidas, não as exprima; se as exprimir, faça-o da forma mais clara possível. O objetivo a que deve dirigir-se é a verdade, e não a ilusão de que a alcançou só porque se exprimiu de forma tão obscura que ninguém foi capaz de reagir criticamente ao que afirmou." (&lt;em&gt;Anthony Weston, &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=972662441X&amp;sid=1641691846525487059640118"&gt;A Arte de Argumentar&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Alguns téologos brasileiros precisam ler isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108670195808719204?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108670195808719204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108670195808719204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108670195808719204' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108635571479053570</id><published>2004-06-04T10:26:00.000-03:00</published><updated>2004-06-04T21:03:08.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CÂNTICO NEGRO&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces&lt;br /&gt;Estendendo-me os braços, e seguros&lt;br /&gt;De que seria bom que eu os ouvisse&lt;br /&gt;Quando me dizem: "vem por aqui!"&lt;br /&gt;Eu olho-os com olhos lassos,&lt;br /&gt;(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)&lt;br /&gt;E cruzo os braços,&lt;br /&gt;E nunca vou por ali...&lt;br /&gt;A minha glória é esta:&lt;br /&gt;Criar desumanidades!&lt;br /&gt;Não acompanhar ninguém.&lt;br /&gt;- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade&lt;br /&gt;Com que rasguei o ventre à minha mãe&lt;br /&gt;Não, não vou por aí! Só vou por onde&lt;br /&gt;Me levam meus próprios passos...&lt;br /&gt;Se ao que busco saber nenhum de vós responde&lt;br /&gt;Por que me repetis: "vem por aqui!"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro escorregar nos becos lamacentos,&lt;br /&gt;Redemoinhar aos ventos,&lt;br /&gt;Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,&lt;br /&gt;A ir por aí...&lt;br /&gt;Se vim ao mundo, foi&lt;br /&gt;Só para desflorar florestas virgens,&lt;br /&gt;E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!&lt;br /&gt;O mais que faço não vale nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, pois, sereis vós&lt;br /&gt;Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem&lt;br /&gt;Para eu derrubar os meus obstáculos?...&lt;br /&gt;Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,&lt;br /&gt;E vós amais o que é fácil!&lt;br /&gt;Eu amo o Longe e a Miragem,&lt;br /&gt;Amo os abismos, as torrentes, os desertos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ide! Tendes estradas,&lt;br /&gt;Tendes jardins, tendes canteiros,&lt;br /&gt;Tendes pátria, tendes tetos,&lt;br /&gt;E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...&lt;br /&gt;Eu tenho a minha Loucura !&lt;br /&gt;Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,&lt;br /&gt;E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...&lt;br /&gt;Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!&lt;br /&gt;Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;&lt;br /&gt;Mas eu, que nunca principio nem acabo,&lt;br /&gt;Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,&lt;br /&gt;Ninguém me peça definições!&lt;br /&gt;Ninguém me diga: "vem por aqui"!&lt;br /&gt;A minha vida é um vendaval que se soltou, &lt;br /&gt;É uma onda que se alevantou,&lt;br /&gt;É um átomo a mais que se animou...&lt;br /&gt;Não sei por onde vou,&lt;br /&gt;Não sei para onde vou&lt;br /&gt;Sei que não vou por aí!&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;José Régio, 1925&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108635571479053570?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108635571479053570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108635571479053570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108635571479053570' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108616794818172585</id><published>2004-06-02T06:17:00.000-03:00</published><updated>2004-06-02T06:19:08.180-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ANJO&lt;/strong&gt;. Os menos crédulos que me perdoem, mas hoje dormi com um anjo. Acabei de ver seu rosto agora a pouco, ao acordar. Branco e calmo, como se espera de um rosto angélico. Anjo que mostra novas cores a cada dia, enchendo-me de mistério e espanto. Anjo que me acolhe sempre, apesar da minha condição humana. Anjo que me oferece asas de conforto e segurança, para eu deixar a insegurança e a frustração. Anjo que é sereno, mas também faceiro. Anjo lânguido. Anjo que é terreno, posto que é mulher. Anjo a quem amo.&lt;br /&gt;Os menos crédulos que me perdoem, mas sorte de quem pode acordar com um anjo ao lado na cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108616794818172585?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108616794818172585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108616794818172585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108616794818172585' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108585646946010312</id><published>2004-05-29T15:15:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T15:47:49.460-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONVERSAS COM O DIVINO&lt;/strong&gt;. Sem querer rivalizar com o &lt;a href="http://escreverporescrever.blogs.sapo.pt/"&gt;Rafael &lt;/a&gt;(criador dos pródigos &lt;em&gt;Diálogos com Deus&lt;/em&gt;), mas impulsionado por &lt;a href="http://www.daninakz.blogger.com.br/"&gt;Dani &lt;/a&gt;(que dia desses teve interessantes &lt;em&gt;Papos com Deus&lt;/em&gt;), imaginei como seria uma conversa rápida com o Divino, sem as tradicionais firulas litúrgico-devocionais.&lt;br /&gt;- Altíssimo, como vão as coisas por aí?&lt;br /&gt;- Vão bem, como, aliás, não poderia deixar de ser.&lt;br /&gt;- Grande Mestre, veja bem, já que estou em sua grandiosa e sábia presença, posso lhe dirigir duas ou três palavrinhas?&lt;br /&gt;- Claro, Migalheiro, mas não abuse.&lt;br /&gt;- Em primeiro lugar, existe vida inteligente fora da Terra?&lt;br /&gt;- E quem disse que ela existe dentro da Terra?... (gargalhadas que ressoaram como trovões)&lt;br /&gt;- Preclaro Soberano, não sabia que o Senhor era afeito a piadas.&lt;br /&gt;- Desculpe-me, não deu pra resistir.&lt;br /&gt;- E aí, existe vida extraterrestre ou não?&lt;br /&gt;- Você não acha que é presunção demais dos seres humanos pensarem estar sozinhos no universo?&lt;br /&gt;- É..&lt;br /&gt;- Você não acha que este universo é grandioso demais para que sua raça sozinha governe?&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Você não acha...&lt;br /&gt;- Ei, Senhor, alto lá! Você não acha que responder perguntas com outras perguntas é uma forma de escapar das primeiras?&lt;br /&gt;- Próxima.&lt;br /&gt;- Tá bom... Então, vamos lá: por que o Zico perdeu aquele pênalti contra a França na Copa de 86?&lt;br /&gt;- Essa é fácil. Foi pelo mesmo motivo que o Brasil tomou aquela cipoada da França na final de 1998.&lt;br /&gt;- E esse motivo seria?&lt;br /&gt;- Meu filho, foi castigo divino. Uma forma de manifestar minha disciplina.&lt;br /&gt;- Mas qual o motivo, Senhor?&lt;br /&gt;- Castiguei os brasileiros pelo que fizeram com os huguenotes franceses, na invasão do Rio no século XVI.&lt;br /&gt;- Mas, Adonai, quem os matou foi o próprio Villegaignon!&lt;br /&gt;- Detalhes não vêm ao caso quando o Providente quer manifestar sua autoridade. Próxima.&lt;br /&gt;- Então responda-me ao menos essa, Abba. É que estou estudando um certo teólogo em meu mestrado, o Karl Barth. Afinal de contas, Barth era universalista ou não?&lt;br /&gt;- Filho, se ele era universalista quando vivo, eu não posso lhe dizer. Mas se era, quando chegou aqui e não viu alguns colegas, deixou de ser...&lt;br /&gt;- Deus, o Senhor nunca responde minhas perguntas diretamente.&lt;br /&gt;- Você sabe, filho, aquela coisa de escrever certo por linhas tortas...&lt;br /&gt;- Tá bom, então responda-me só mais uma.&lt;br /&gt;- Falei para não abusar!&lt;br /&gt;- Só uma, para ajudar a Dani: o que são bósons de Higgs?&lt;br /&gt;- Humpf! Humanos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108585646946010312?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108585646946010312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108585646946010312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108585646946010312' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108583910158113960</id><published>2004-05-29T10:56:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T10:58:21.583-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;GILBERTO GIL&lt;/strong&gt;. "Não adianta nem me abandonar / Porque mistério sempre há de pintar por aí / Pessoas até muito mais vão lhe amar / Até muito mais difíceis que eu pra você / Que eu, que dois, que dez, que dez milhões / Todos iguais / Até que nem tanto esotérico assim / Se eu sou algo incompreensível / Meu Deus é mais / Mistério sempre há de pintar por aí / Não adianta nem me abandonar / Nem ficar tão apaixonada, que nada! / Que não sabe nadar / Que morre afogada por mim" (&lt;em&gt;Esotérico, 1976&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108583910158113960?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108583910158113960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108583910158113960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108583910158113960' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108551414431093692</id><published>2004-05-25T16:39:00.000-03:00</published><updated>2004-05-25T16:42:24.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MAL AMADA&lt;/strong&gt;. "Passa das seis, finda a luz neste dia: / vai mergulhando e sumindo no céu. / Ele abre a porta sem grande euforia, / volta pra casa a cumprir seu papel. // Troca de roupa e devora a comida, / toda a atenção pro jornal. / (Poucas palavras contém nossa vida, / pra ele isso é tão normal.) // Passa das onze, esta noite ele cisma / que os meus carinhos precisa demais. / Muitas palavras, sorrisos, sofisma, / como se eu fosse objeto e não mais. // Logo ele alcança o que quer e adormece, / morre um pedaço de mim... / Choro depois, é o que sempre acontece / - E eu morro vivendo assim, / vivo morrendo assim... // Passa das três da manhã, novo dia..." (&lt;em&gt;João Alexandre e Guilherme Kerr, 1989&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108551414431093692?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108551414431093692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108551414431093692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108551414431093692' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108550207105930672</id><published>2004-05-25T12:00:00.000-03:00</published><updated>2004-05-25T13:42:00.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MULHERES, TEATRO E GRÉCIA ANTIGA&lt;/strong&gt;. Nas aulas de história das idéias pedagógicas, estamos falando sobre a educação no helenismo arcaico e clássico. Como um dos temas para os seminários dos alunos é gênero e sexualidade na educação grega, isto nos remete a uma excelente obra: &lt;em&gt;&lt;a href="http://planeta.terra.com.br/arte/sementeira/pages/estudos.htm"&gt;A Cidade e as Mulheres&lt;/a&gt;, cidadania e alteridade feminina na Atenas clássica&lt;/em&gt;, da professora Marta Mega de Andrade. Dissertação de mestrado de Marta, o livro é um achado. Trata-se de uma análise do feminino no imaginário ateniense, ao final do séc. V a.C., a partir do teatro grego (e tendo Xenofonte como contraponto), sob uma perspectiva própria: a alteridade. O feminino representaria o Outro, tanto da raça humana (na verdade, os homens) quanto da própria &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt;. Com uma breve passagem pela mitopoesia de Hesíodo e Semônides (e uma conclusão com o &lt;em&gt;Econômico &lt;/em&gt;de Xenofonte), estão lá Eurípedes e Aristófanes em seu brilho notável.&lt;br /&gt;Como já se vê desde &lt;em&gt;Os Trabalhos e os Dias&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Teogonia&lt;/em&gt; de Hesíodo, no séc. VII a.C., a mulher é vista como a sede do imponderável e da desgraça. Sua criação é um castigo pelo atrevimento dos homens em ludibriar os deuses (no famoso embuste de Zeus preparado por Prometeu). Está personificada em Pandora, que traz - escondida no manto de sua beleza divina - todos os males e angústias da raça humana. E é isto o que se percebe nos textos de Eurípedes e Aristófanes, passados um século e meio: a mulher continua sendo o Outro, o mistério, o indecifrável. Apesar disto, estes grandes dramaturgos pintam as mulheres sendo alçadas, em seus motivos de comédia, à posição de cidadania. Chegam a dirigir assembléias, ir à guerra e entregar suas vidas pela &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt;, que nunca foi sua. É claro que são textos para provocar o riso. No entanto, não seria este um riso nervoso?&lt;br /&gt;Por fim, em Xenofonte, encontra-se como que um arrefecimento deste modelo de mulher como loucura. A verdadeira mulher é aquela que tem "alma viril". É a semelhante à &lt;em&gt;mélissa &lt;/em&gt;, abelha, que governa e cuida de sua casa em silêncio. No entanto, se é verdade que o modelo &lt;em&gt;mélissa &lt;/em&gt;do feminino surge muito mais como integração/submissão que como o Outro dos homens, também não se pode esquecer que, para tornar-se esta “alma viril”, a mulher precisou abandonar seus atributos femininos. Enquanto mulher, ela continua sendo o Outro. Como ardilosa invenção dos deuses, mesmo a mulher-abelha pode, a qualquer momento, revelar a sua estranheza e diferença no mundo dos homens.&lt;br /&gt;O grande senão, com o livro de Marta Mega, é o uso do teatro de Eurípedes e Aristófanes para pressupor a possibilidade de uma “cidadania” feminina. A alteridade do feminino está presente, sim, no imaginário ateniense dos sécs. V e IV a.C. O espanto causado pela mulher (por sua imponderabilidade) retrata-se muito bem desde os antigos textos mitopoéticos. Daí a inferir a possibilidade de uma “cidadania” feminina, no entanto, vai uma distância muito grande. Que a mulher como Outro está presente na &lt;em&gt;pólis&lt;/em&gt;, apesar de não ser parte dela, é uma verdade que provoca a estranheza dos homens. Mas esta estranheza verifica-se, no teatro grego, exatamente por ser característica das exceções ao modelo &lt;em&gt;mélissa &lt;/em&gt;vigente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108550207105930672?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108550207105930672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108550207105930672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108550207105930672' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108509503782227929</id><published>2004-05-20T20:14:00.000-03:00</published><updated>2004-05-20T20:17:17.823-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ENCONTRO&lt;/strong&gt;. Nestes cinco minutos que me restam, nesta cabine no terminal Tietê, cumpre-me registrar um grandioso encontro. Almocei com o mui digno Ken e seu amigo Daniel, ambos futuros pastores da Igreja Holiness. Conversamos sobre música, mazelas da Igreja, o mestre Gouveia, e, é claro, Barth. Recebi um CD de presente, com interpretações instrumentais do &lt;em&gt;magister ludi &lt;/em&gt;Sérgio Pimenta. E ainda ganhei um almoço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108509503782227929?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108509503782227929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108509503782227929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108509503782227929' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108509482016555396</id><published>2004-05-20T20:01:00.000-03:00</published><updated>2004-05-20T20:13:40.166-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEMÓRIA&lt;/strong&gt;. Estive, hoje à tarde, no Cemitério dos Protestantes. Não havia ninguém por lá, além de mim, um pedreiro e as memórias que aguardam a ressurreição. Fazia este frio intenso destes dias aqui em São Paulo, além de um céu nublado e carrancudo, anunciando uma chuva que acabou por não vir. O lugar, as circunstâncias e mesmo o clima bastaram para emocionar-me.&lt;br /&gt;O cemitério é belíssimo. Pequeno, cheio de jardins, esculturas e lápides, com seus dizeres de paixão eterna pela vida. Passeando pelos seus corredores estreitos, deparei-me com nomes que nunca ouvi, carregados, no entanto, de história e beleza. Alemães, ingleses, estadunidenses, portugueses, brasileiros. Juntos nesta jornada ecumênica que é a morte.&lt;br /&gt;Um dos corredores é ainda mais especial. Quase junto à parede de trás, encontram-se túmulos singelos e marcantes. Lá estão os Lane, Vanorden, Sra. Blackford, entre outros. E, juntos, os senhores Simonton e Conceição. O ousado missionário do Norte, que para cá trouxe o presbiterianismo, e o ousado missionário do Sul, primeiro pastor brasileiro. Fiz minha reverência e não pude conter as lágrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108509482016555396?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108509482016555396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108509482016555396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108509482016555396' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108497903487882287</id><published>2004-05-19T11:53:00.000-03:00</published><updated>2004-05-19T12:03:54.876-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SÃO PAULO III&lt;/strong&gt;. Eis-me aqui, novamente, na grande São Paulo. Ou este mestrado acaba, ou viro paulistano de vez. Faz muito frio por estas plagas. Isto propicia um aconchegante encontrar-se com grandes gênios, portas e janelas fechadas, solidão na escrivaninha, um bom café quente sobre a mesa. O interlocutor da vez continua sendo Karl Barth. Antes que o amigo Bruno reaja, mandando-me para Princeton de vez, devo informar que ele é meu atual objeto de pesquisa. Particularmente, sua teologia da revelação.&lt;br /&gt;A questão é: qual é a relação entre a teologia da revelação do jovem Barth (até 1931[?]) e a do Barth maduro (fase da Dogmática)? Diga-se de passagem, a própria questão já é posta em cheque, desde que se prove que esta divisão cronológica (o Barth liberal, o dialético e o analógico) não tem cabimento. Este, no entanto, já é um outro problema que preciso resolver. De preferência, até sexta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108497903487882287?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108497903487882287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108497903487882287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108497903487882287' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108491425202240001</id><published>2004-05-18T17:56:00.000-03:00</published><updated>2004-05-18T18:04:12.023-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;KARL BARTH III&lt;/strong&gt;. "Precisa morrer em Cristo o homem que escolhe para si o materialismo, lendas e fábulas ou a transitoriedade do mundo; o homem que se esquece que nada tem que não tivesse recebido e precisasse receber novamente de Deus; o homem que quer safar-se do paradoxo da fé; o homem que já não quer, ou que ainda não quer, abrir mão de sua confiança na sabedoria, na ciência, nas coisas certas e palpáveis do mundo, e do conforto que este oferece, para depender exclusivamente da graça de Deus.&lt;br /&gt;Precisa morrer em Cristo o homem que tenha qualquer outro pretexto para se apoiar, que não seja 'esperança'." (&lt;em&gt;Carta aos Romanos&lt;/em&gt;, 1922, p. 163)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108491425202240001?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108491425202240001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108491425202240001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108491425202240001' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108482403796926158</id><published>2004-05-17T16:57:00.000-03:00</published><updated>2004-05-17T17:02:21.080-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;REALIDADE E A ARTE DE SUBLINHAR&lt;/strong&gt;. As melhores conversas são as sem rumo definido. Conversas com assunto agendado assemelham-se a assembléias, com pauta e inscrições prévias. Conversa boa é livre. Assim também, como uma subcultura das conversas, acontece com as aulas.&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, minha aula envolveu linguagem, Jean Baudrillard e a noção de hiper-real. Estas foram apenas diretrizes iniciais, pois o rumo tornou-se novidade. Acabamos, por fim, conversando a respeito da difícil arte de sublinhar.&lt;br /&gt;Em nossa sociedade, não há ausência de real. Ao contrário, há abundância de real, tanta realidade que perde-se a verdadeira distinção da linha tênue que marca o limite do virtual. Esta situação frenética e caótica é o que envolve o conceito baudrillardiano de hiper-real. É a realidade tomada emprestada de nós, arrumada, perfumada, embrulhada e devolvida como nova realidade, ainda mais nua e crua. Vê-se nos telejornais que apresentam a dura realidade da Rocinha ou de Bagdá. Mas os moradores identificam-se com o que vêem na TV? Vê-se também nos &lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt;. Como pode, no entanto, um &lt;em&gt;show &lt;/em&gt;(representação) ser &lt;em&gt;reality&lt;/em&gt;? Realidade editada, cortada, mascarada não é realidade: é representação. Pode até ser hiper-real, mas não realidade.&lt;br /&gt;É como um texto sublinhado. Sublinhar é criar uma representação. É editar a realidade. Um texto sublinhado já não é mais o texto original, é a imagem produzida pelo leitor. Um texto sublinhado é a representação pessoal do original feita pelo leitor. Entre linhas sinuosas e marcas coloridas, vê-se como o leitor entende o texto. Conhece-se mais do leitor, em um texto sublinhado, do que do próprio autor. Neste sentido, sublinhar é tomar posse do texto de uma forma única, é produzir uma nova realidade. Não se deixa de lado, o autor, é claro. Pois sublinhar não é arte egoísta, é jogo a dois. Como se espera, aliás, que seja uma boa conversa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108482403796926158?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108482403796926158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108482403796926158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108482403796926158' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108456861395003048</id><published>2004-05-14T18:01:00.000-03:00</published><updated>2004-05-14T18:03:33.950-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PLATÃO E MAURÍCIO DE SOUZA&lt;/strong&gt;. Hoje, por um destes assim-chamados acasos da vida, falei sobre a famosa Alegoria da Caverna, de Platão, em duas aulas: para o Ensino Médio, pela manhã, e para a UERJ, agora à tarde. A alegoria, conhecidíssima, fala de homens presos desde a infância numa caverna, vendo apenas as sombras em uma parede (pois não podem mexer os pescoços), pensando serem elas a realidade. Um deles é livre à força (graciosa contradição!) e é levado para fora, sendo cego por um instante pela luz do sol. Depois, é capaz de ver as coisas como elas são, desejando voltar para comunicar a seus amigos a verdade. No entanto, cada um ama a sua própria verdade com a própria vida. Assim, os expectadores de sombra resolvem matar o amigo livre.&lt;br /&gt;A alegoria se presta a múltiplas interpretações. Uma das mais curiosas, e bem-feitas, aplicações foi a do quadrinista Maurício de Souza. A história se passa com um de seus personagens, o Piteco, que tenta libertar alguns homens da prisão das sombras. Depois de livres, passam-se milênios, e lá estão os homens presos novamente: diante de uma televisão, assistindo o Fantástico. Simples a tal ponto de ser entendido por qualquer um. Pode-se dizer, sem dores de consciência, que é Platão para crianças. E adultos.&lt;br /&gt;Se alguém quiser ver a história completa, basta clicar na imagem abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;&lt;a href="http://www.monica.com.br/comics/piteco/pag1.htm"&gt;&lt;img src="http://www.galahadblog.blogger.com.br/Alegoria%20da%20Caverna.jpg" alt="Alegoria da Caverna"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108456861395003048?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108456861395003048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108456861395003048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108456861395003048' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108450280631803809</id><published>2004-05-13T23:30:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T23:46:46.316-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;LIBERDADE&lt;/strong&gt;. Hoje, dia da Abolição, povoam as ruas brasileiras várias manifestações. Aqui mesmo, perto de casa, foi dia de comemoração junto à estátua de Zumbi. Nos últimos anos, a ênfase das comemorações tem sido o fim da discriminação, a luta pela igualdade. No entanto, outro tema deveria ser levantado pelos que saúdam a efeméride abolicionista: a batalha pela liberdade.&lt;br /&gt;Deixemos de lado, por um instante, todas as escaramuças político-econômicas que deram origem ao 13 de maio de 1888, e limitemo-nos a olhar o mito isabelino. A Abolição não é só o sinal da igualdade, mas, também, a senda para a liberdade. Em tempos de um governo do partido dos trabalhadores, esta deveria ser a palavra de ordem. Afinal de contas, gente como Lula sentiu na pele o que é não ter direito de expressão. Agora, quem tem a pele marcada é Larry Rohter.&lt;br /&gt;A expulsão do jornalista do New York Times (suspensa, à tarde, pelo Judiciário) é lamentável. A reportagem de Rohter não nos trouxe nenhuma novidade. Todos sabemos que Lula é um bom copo, e que Brizola não bate bem há tempos. Daí a não renovar o visto do senhor, e ainda baseado numa lei da ditadura, vai uma longa distância. Se cada jornalista que publicasse um besteirol fosse expulso do país, alguém teria que voltar para apagar a luz.&lt;br /&gt;Eia, mitos brasileiros, avante! Eia, sinhá Isabel! Eia, mestre Zumbi! Avante! É tempo de fazer sentir a liberdade, soltar os grilhões do obscurantismo e da intolerância. Esqueçamos o preço pago pela data forjada e finquemos nossos pés na lenda. Quem sabe não façamos do presente um conto de fadas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108450280631803809?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108450280631803809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108450280631803809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108450280631803809' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108440979120737824</id><published>2004-05-12T21:55:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T21:56:31.206-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SALVADOR DALÍ&lt;/strong&gt;. Ontem completaria cem anos o mestre do surrealismo. Suas fascinantes imagens povoam nossas mentes mesmo depois de muito tempo sem vê-las. No entanto, apesar de se entregar com força ao universo surreal a partir de 1927, Dalí também foi mestre em outros estilos. Deixo-vos, por exemplo, o belíssimo &lt;em&gt;Moça na Janela&lt;/em&gt;, de 1925.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;&lt;img src="http://www.migalhasaovento.blogger.com.br/mocanajanela_dali.jpg" alt="Moça na Janela"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108440979120737824?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108440979120737824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108440979120737824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108440979120737824' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108428134374681332</id><published>2004-05-11T10:09:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T10:15:43.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;21 GRAMAS&lt;/strong&gt;. Interessante texto publicado em &lt;a href="http://oreformado.blogspot.com/"&gt;O Reformado&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;"Foi lançado nos cinemas este ano um filme chamado '21 gramas'. O título da obra faz referência ao exato peso que perdemos no momento de nossa morte. Pode ser o peso da alma. Não se sabe ao certo.&lt;br /&gt;É muito interessante e, ao mesmo tempo, chocante pensar sobre isso. No fundo, a diferença real - concreta, palpável - de fulano vivo para fulano morto são 21 gramas. O resto é promessa.&lt;br /&gt;Quem sou eu ? Quanto vale a vida ? Qual o peso da culpa ? Quanto vale a morte ? Qual o sentido de 21 gramas ? ... o peso de um beija-flor, uma barra da chocolate, um punhado de folhas ao vento. São coisas que não podem ser ditas em voz alta. Exigem sussurro, pausa e silêncio.&lt;br /&gt;21 gramas são aquilo que separa mundos. Ah, como mudamos quando ganhamos a consciência de que o abismo não é no estrangeiro. O que nos faz vivos, o que nos faz mortos. Toda a alegria. Todo o gozo. Toda a miséria. Toda a angústia. Toda a pequena grandeza de ser humano ... em 21 gramas.&lt;br /&gt;O que temos feito das nossas vidas ? 'Para onde vamos daqui ... eu quero viver e respirar. Quero fazer parte da raça humana.' (Thom Yorke, poeta e músico inglês) Qual o sentido que temos dado à nossa existência ? 'Somos apenas acidentes esperando por acontecer' (Thom Yorke) Qual é a ciência que nos tem feito viver e morrer ?&lt;br /&gt;Amigo, que teus 21 gramas pesem uma tonelada ! Que cada grama de teus 21 esteja repleto de toda transcendência, paixão, esperança, gozo, entrega ! Que valha cada um o peso infinito do ser ! Que cada unidade atômica de teus 21 transborde da presença daquele que antes da fundação do mundo pesou e mediu ... e amou !&lt;br /&gt;'Quem sou eu ? Elas zombam, essas minhas perguntas solitárias. Quem quer que eu seja, Tu sabes, ó Deus, que sou teu' ( Dietrich Bonhoeffer, de sua cela em Berlim antes de entregar seus 21 gramas )." &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108428134374681332?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108428134374681332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108428134374681332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108428134374681332' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108424327541137350</id><published>2004-05-10T23:39:00.000-03:00</published><updated>2004-05-10T23:41:15.410-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MACHADO DE ASSIS&lt;/strong&gt;. "Um tio meu, cônego de prebenda inteira, costumava dizer que o amor da glória temporal era a perdição das almas, que só devem cobiçar a glória eterna. Ao que retorquia outro tio, oficial de um dos antigos terços de infantaria, que o amor da glória era a coisa mais verdadeiramente humana que há no homem, e, conseguintemente, a sua mais genuína feição. &lt;br /&gt;Decida o leitor entre o militar e o cônego". (&lt;em&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/em&gt;, 1881)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108424327541137350?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108424327541137350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108424327541137350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108424327541137350' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108424277472080650</id><published>2004-05-10T23:16:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T10:09:26.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;WITTGENSTEIN&lt;/strong&gt;. Hoje, à tarde, conversamos na aula sobre o bom e velho Wittgenstein. Falávamos sobre as diferentes teorias da linguagem e do impacto que a obra do lingüista Ferdinand de Saussurre exerceu sobre o mundo acadêmico, e, a partir daí, chegamos ao filósofo austríaco. Foi neste contexto que descobrimos juntos alguns elementos interessantes do pensamento wittgensteiniano.&lt;br /&gt;Se é verdade que as &lt;em&gt;Investigações Filosóficas&lt;/em&gt;, de 1953, com suas idéias pragmáticas dos jogos de linguagem me chamam a atenção, mais certo é o fascínio que o &lt;em&gt;Tractatus Logico-philosophicus&lt;/em&gt;, de 1919, exerce sobre mim. É lá, no &lt;em&gt;Tractatus&lt;/em&gt;, que o jovem Wittgenstein apresenta a beleza de suas proposições herméticas, quase místicas, a apresentar uma realidade onde o que vale é o existente. &lt;br /&gt;É no &lt;em&gt;Tractatus &lt;/em&gt;que se encontram proposições preciosas, como &lt;em&gt;"O mundo é tudo que é o caso"&lt;/em&gt; (prop. 1), ou &lt;em&gt;"Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo"&lt;/em&gt; (prop. 5.6). A mais brilhante, no entanto, é a última proposição do livro. Como que a indicar a impossibilidade de se enunciar um discurso metafísico que faça sentido (recuperando, mesmo, um senso crítico como não se via talvez desde Kant), Wittgenstein apresenta a proposição 7, encerrando com chave de ouro: "&lt;em&gt;Sobre o que não se pode falar, deve-se calar&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;Que há melhor que o silêncio para falar de coisas inauditas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108424277472080650?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108424277472080650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108424277472080650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108424277472080650' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108396723012399658</id><published>2004-05-07T18:57:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T19:04:58.796-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SÃO PAULO II&lt;/strong&gt;. Retornei. São Paulo continua a mesma. Está lá a beleza silente da madrugada na praça da República. Tempo de leituras e conversas. Pensar sobre a revelação no jovem Barth e no Barth da Dogmática. Parêntese no cotidiano. Agora, retornei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108396723012399658?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108396723012399658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108396723012399658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108396723012399658' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108362674101344361</id><published>2004-05-03T20:24:00.000-03:00</published><updated>2004-05-03T20:29:59.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SÃO PAULO&lt;/strong&gt;. Caros, estou de viagem para São Paulo. O mestrado me obriga. Espero conseguir tempo para postar de lá. Retorno na sexta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108362674101344361?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108362674101344361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108362674101344361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108362674101344361' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108337870298313744</id><published>2004-04-30T21:49:00.000-03:00</published><updated>2004-04-30T23:36:21.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A NOITE, O QUE É? &lt;/strong&gt;Borboletas à volta da luz. Mosquitos entram pela janela. Céu ainda frio. Nenhuma palavra, nenhuma voz. Um vento que vem do começo do mundo. Dava tudo por esse vento. (&lt;em&gt;Francisco José Viegas&lt;/em&gt;, em&lt;a href="http://www.aviz.blogspot.com"&gt; Aviz&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108337870298313744?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108337870298313744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108337870298313744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108337870298313744' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108333216830558245</id><published>2004-04-30T10:33:00.000-03:00</published><updated>2004-04-30T10:40:26.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CABRALINAS&lt;/strong&gt;. "Um galo sozinho não tece uma manhã: / ele precisará sempre de outros galos. // De um que apanhe esse grito que ele / e o lance a outro; de um outro galo / que apanhe o grito de um galo antes / e o lance a outro; e de outros galos / que com muitos outros galos se cruzem / os fios de sol de seus gritos de galo, / para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos." (de &lt;em&gt;Tecendo a Manhã&lt;/em&gt;, João Cabral de Melo Neto)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108333216830558245?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108333216830558245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108333216830558245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108333216830558245' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108333072147959658</id><published>2004-04-30T10:02:00.000-03:00</published><updated>2004-04-30T10:16:19.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OUTROS QUINHENTOS&lt;/strong&gt;. Hoje, 32 dias depois de começarmos, o Migalhas supera a marca de 500 visualizações. São pessoas de todos os lugares (além de todo o Brasil, vêm de Portugal, EUA, Canadá, Suécia, Inglaterra e Israel) que aparecem para lançar suas migalhas, ou mesmo para ler as migalhas de outrem. De forma especial, agradecemos àqueles que - desde o início - têm colaborado. Carmen, Rodrigo, Zé Mário, Ruben, Rafael, Bruno: vocês também são verdadeiros migalheiros. Aos novos leitores, a casa é sua. Sinta-se à vontade para tomar um café, ou um scotch, dependendo do estado de espírito, e lançar sua migalhinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108333072147959658?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108333072147959658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108333072147959658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108333072147959658' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108324099783704941</id><published>2004-04-29T09:03:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T09:22:41.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOBRE O RISO&lt;/strong&gt;. Acabo de ler uma obra interessante. É &lt;em&gt;O riso e o risível na história do pensamento&lt;/em&gt;, tese de doutorado que Verena Alberti defendeu na Universidade de Siegen, Alemanha. Verena passeia, com maestria, pelas teorias do riso, desde Platão, Aristóteles e Cícero, até os pensadores do século XX. Desperta interessantes conexões, como a relação entre o riso e o não-ser, e a possibilidade de que somente quem consegue gargalhar de si mesmo esteja apto para (des)entender a realidade.&lt;br /&gt;O problema com o livro de Verena é simples. Ele é uma tese. E ainda estou para ver uma tese que faça rir. É estranho devorar uma densa obra sobre o riso e o risível e não ter chance de exercitar o assunto estudado (nem com um amarelado, ou no canto da boca). Lembra-me Cícero, que a própria Verena cita. "Um dia em que pus as mãos em certas obras gregas que tinham por título &lt;em&gt;O que faz rir&lt;/em&gt;, tive a esperança de que me ensinassem algo. Nelas achei um bom número daquelas piadas picantes tão comuns entre os gregos (...); mas quando elas quiseram formular a teoria do risível e reduzi-lo a preceitos, mostraram-se singularmente insípidas, a tal ponto que, se fazem rir, é por causa de sua insipidez" (&lt;em&gt;De Oratore&lt;/em&gt;, séc. I a.C.). Pensando bem, algum risinho froxo é possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108324099783704941?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108324099783704941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108324099783704941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108324099783704941' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108311969591114731</id><published>2004-04-27T23:29:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T23:39:10.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;JACQUES LACAN&lt;/strong&gt;. "Admito que a referência ao Deus não-enganador, único princípio admitido, está fundada nos resultados obtidos pela ciência. Jamais constatamos nada com efeito que nos mostre no fundo da natureza um demônio enganador. Mas isso não impede que seja um ato de fé que foi necessário aos primeiros passos da ciência e da constituição da ciência experimental. É evidente para nós que a matéria não é trapaceira, que ela não faz deliberadamente com que nossas experiências se aniquilem e com que nossas máquinas vão pelos ares. Isso acontece, mas somos nós que nos enganamos, não se pode imaginar que ela nos engane. Esse passo não está em absoluto suficientemente amadurecido. É preciso nada menos que a tradição judaico-cristã, a fim de que ele possa ser transposto de forma tão segura." (14/12/55, &lt;em&gt;O Seminário, livro 3&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108311969591114731?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108311969591114731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108311969591114731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108311969591114731' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6678433.post-108311936809201989</id><published>2004-04-27T23:28:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T23:33:42.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;UMBERTO ECO&lt;/strong&gt;. "Quem ri não acredita naquilo de que está rindo, mas tampouco o odeia." (&lt;em&gt;O Nome da Rosa&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6678433-108311936809201989?l=migalhasaovento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108311936809201989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6678433/posts/default/108311936809201989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://migalhasaovento.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108311936809201989' title=''/><author><name>Migalheiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
